Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Homem preso em Porto Alegre suspeito de abandonar mala com parte de corpo em rodoviária

Polícia Civil afirma que Ricardo Jardim de 65 anos matou a namorada e espalhou partes do corpo em diferentes locais da capital gaúcha
Homem preso em Porto Alegre por abandonar mala com corpo em rodoviária
Homem preso em Porto Alegre por abandonar mala com corpo em rodoviária

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A Polícia Civil prendeu preventivamente, nesta sexta-feira (05/09), Ricardo Jardim, 65 anos, suspeito de assassinar uma mulher e deixar parte do corpo dentro de uma mala em um armário da rodoviária de Porto Alegre. Segundo as autoridades, a vítima era namorada dele e o crime é tratado como feminicídio. A prisão foi anunciada durante coletiva de imprensa e chamou atenção pelo histórico do acusado, que já havia sido condenado por matar a própria mãe em 2015.

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De acordo com o delegado Mario Souza, o homem “é extremamente educado, frio e aparentemente muito inteligente”. Ele também foi classificado pela polícia como um “psicopata”. As investigações apontam que ele teria cometido o crime “com a intenção de afrontar a sociedade”. A identidade da vítima não foi revelada. O delegado destacou ainda que “este homem não pode estar em condições de convívio na sociedade. É uma pessoa que tem capacidade de cometer crimes altíssima”. Jardim, que ainda não prestou depoimento oficial, estava foragido da Justiça após conseguir progressão de regime da pena de 28 anos pela morte da mãe.

Na ocasião da primeira condenação, a Justiça o responsabilizou por homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e posse de arma. Do total da pena, 27 anos seriam em regime fechado e um em regime aberto ou semiaberto. Durante o julgamento, Jardim negou ter matado a mãe, mas assumiu que escondeu o corpo. A decisão judicial foi confirmada em 2018.

O caso atual foi descoberto em etapas. Em 13 de agosto, braços e pernas da vítima foram encontrados em sacolas de lixo na Zona Leste de Porto Alegre. Uma semana depois, em 20 de agosto, o suspeito teria deixado o torso da mulher em uma mala na rodoviária, local de grande circulação e monitorado por câmeras. O Instituto-Geral de Perícias (IGP) confirmou que os restos mortais pertenciam à mesma pessoa, por meio de exame de DNA. Para a polícia, a escolha dos locais fez parte de um plano: primeiro o descarte em área isolada, depois em um espaço movimentado.

Segundo o delegado Souza, o suspeito tomou diversas precauções para não ser identificado, como uso de luvas, óculos, boné e máscara. No entanto, acabou se expondo ao circular em locais com câmeras. “Ele poderia ter sido abordado, por exemplo, porque não é normal uma pessoa estar assim na rua. Então, ele tomou medidas, mas, de certa forma, ele se expôs”, afirmou. Além disso, o homem teria deixado pistas falsas no guarda-volumes da rodoviária e até feito denúncias falsas para tentar despistar a investigação.

Na quinta-feira (04), a Polícia Civil divulgou imagens de câmeras de segurança que mostravam o suspeito no terminal. Após abandonar a mala, ele foi visto na Zona Norte de Porto Alegre, onde entrou em um estabelecimento comercial e, em seguida, em uma pousada. Em um dos vídeos, chegou a abaixar a máscara, o que facilitou a identificação. Para o delegado, a postura indica que ele queria desafiar as autoridades: “Afrontar o estado, afrontar a polícia”.