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Um homem de 47 anos morreu durante um tratamento de canal em uma clínica odontológica de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O caso aconteceu na tarde desta quinta-feira (18/12), por volta das 15h40, em um consultório localizado no bairro Riacho das Pedras. A vítima foi identificada como Mauro Junio Rodrigues, que sofreu uma parada cardiorrespiratória enquanto recebia atendimento odontológico. A morte será investigada pela Polícia Civil de Minas Gerais.
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De acordo com o boletim de ocorrência, Mauro foi levado à clínica pela irmã para realizar um procedimento de canal, que fazia parte de um tratamento dentário iniciado em novembro. Segundo ela, o homem já havia passado por três extrações e daria continuidade ao atendimento com outra dentista. No entanto, após a aplicação da anestesia, ele começou a passar mal, pediu para ir ao banheiro e, ao retornar, apresentou sinais de mal-estar antes de desmaiar.
Em entrevista à Itatiaia, a irmã relatou o momento em que tudo aconteceu. “Passaram-se uns 35, 40 minutos. Ele pediu para ir ao banheiro, voltou dizendo que estava babando, a dentista aspirou a boca dele e pediu para ele se sentar e colocar a cabeça para trás. Foi nesse momento que ele começou a passar mal”, contou. Logo depois, Mauro ficou roxo e entrou em parada cardiorrespiratória, o que levou ao acionamento do Samu.
Ainda segundo a familiar, houve demora no socorro, e familiares tentaram iniciar massagem cardíaca até a chegada do atendimento médico. Policiais militares também auxiliaram nas tentativas de reanimação, porém, uma Unidade de Suporte Avançado do Samu constatou o óbito ainda dentro do consultório. A perícia da Polícia Civil recolheu materiais usados no procedimento, como tubetes de anestésicos e hipoclorito, e solicitou a ficha de anamnese do paciente, que não foi apresentada até o encerramento da ocorrência. O corpo foi encaminhado ao IML, onde exames devem apontar a causa da morte, registrada inicialmente como mal súbito.
Abalada, a irmã cobrou esclarecimentos. “Eu quero saber se foi negligência, se foi a anestesia, se foi um mal súbito. Meu irmão não tinha problemas de saúde, nada de coração. A família quer uma resposta para entender o que aconteceu”, afirmou. A clínica informou que tanto a responsável quanto a dentista possuem registro regular no CRO-MG. Em nota, a profissional declarou que “o procedimento realizado, sua execução e o acompanhamento subsequente, ocorreram em estrita observância às normas técnicas, éticas e científicas”, e que permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.







