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Um homem de 42 anos, identificado como Jonathas dos Santos Souza, foi preso após matar cinco pessoas da própria família a facadas, na manhã desta quarta-feira (07/01), no bairro Santa Cecília, em Juiz de Fora (MG). Entre as vítimas estão o pai, a madrasta, duas irmãs e um sobrinho de apenas cinco anos. O crime aconteceu dentro das casas onde a família morava, no mesmo terreno, e o autor confessou os assassinatos à polícia. Ele foi localizado e detido enquanto lavava as roupas sujas de sangue em seu apartamento, no bairro Santa Terezinha. A Polícia Civil informou que ele deve responder por cinco homicídios qualificados, e a motivação segue sob investigação.
Segundo a Polícia Militar, os corpos foram encontrados por um parente em um conjunto de residências na Rua Rita Monteiro. O pai, de 74 anos, era pastor aposentado e estava em tratamento contra câncer de próstata. De acordo com a apuração policial, Jonathas teria aguardado do lado de fora da residência até que a irmã de 47 anos abrisse o portão para sair ao trabalho. Nesse momento, ela foi esfaqueada e empurrada para dentro do imóvel. Em seguida, o suspeito avançou pelo corredor e atacou a madrasta. Logo depois, entrou na primeira casa do terreno e matou o pai que estava deitado no quarto.
Na sequência, a outra irmã, de 44 anos, que morava nos fundos, saiu de casa e foi até a residência dos pais, onde acabou sendo morta na cozinha. Depois disso, o homem foi até o imóvel dessa irmã e matou o sobrinho, de apenas cinco anos, que estava deitado na cama. A perícia técnica constatou ferimentos causados por faca, principalmente nas regiões do pescoço e do rosto.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, porém, ao chegar ao local, constatou que as vítimas já estavam sem vida. O autor do crime foi preso logo depois, confessou os assassinatos e não resistiu à abordagem policial durante a prisão. O suspeito foi ouvido na tarde de quarta-feira (08), quando reafirmou a confissão, não demonstrou arrependimento e afirmou que “fez o que tinha que fazer”.
Ainda conforme a Polícia Militar, familiares relataram que o homem apresentava mudanças de comportamento nos últimos meses. “Segundo o relato dos irmãos, ele passava por transtornos mentais, com mudanças de humor e episódios de surto psicótico”, acrescentou o tenente-coronel Flávio Tafúri. Já a Polícia Civil informou que não existe laudo médico que comprove o diagnóstico e que a solicitação de exames para possível avaliação psicológica deve ser feita à Justiça pela defesa do acusado.







