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Um americano de 45 anos foi condenado a 89 dias de prisão por fingir ter se afogado durante um passeio de caiaque no Lago Green, em Wisconsin, nos Estados Unidos. Ryan Borgwardt, que é casado e pai de três filhos, se declarou culpado de obstrução de justiça. Além da pena de prisão, o juiz Mark Slate determinou que ele pague US$ 30 mil (cerca de R$ 163,4 mil) em indenização pelos custos das buscas, que ultrapassaram US$ 50 mil (aproximadamente R$ 272 mil).
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O caso começou em agosto de 2024, quando Borgwardt desapareceu após seu caiaque ser encontrado virado a cerca de 160 km de Milwaukee. Durante quase dois meses, equipes de resgate realizaram buscas intensas até que os investigadores descobriram que ele havia planejado o sumiço para viver com uma mulher do Uzbequistão que conheceu pela internet.
De acordo com a promotora, antes de simular a própria morte, Borgwardt reverteu uma vasectomia, solicitou uma nova via de passaporte, abriu conta bancária, pesquisou transferências internacionais e contratou um seguro de vida de mais de 2 milhões de reais. Ele ainda percorreu aproximadamente 100 quilômetros de bicicleta elétrica até Madison, seguiu de ônibus para Detroit, cruzou a fronteira para o Canadá e depois viajou para Paris e a Geórgia, no leste europeu.
Capturado em novembro, Borgwardt foi convencido a voltar para os Estados Unidos em dezembro. Durante o julgamento, afirmou estar arrependido pelo mal causado à família e amigos. Seu advogado ressaltou que ele retornou voluntariamente para “fazer as pazes” e já havia pago a indenização determinada pelo tribunal.
Quatro meses após o retorno de Borgwardt, sua esposa Emily, com quem foi casado por 22 anos, entrou com pedido de divórcio, alegando que o casamento estava “irremediavelmente quebrado”.







