Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Hamas anuncia fim da guerra e firma cessar-fogo permanente com garantias dos EUA e aliados

Líder exilado Khalil al-Hayya confirma acordo que encerra o conflito com Israel, prevê libertação de prisioneiros e reabertura da passagem de Rafah após mais de um ano de combates
Hamas declara fim da guerra com Israel
Hamas declara fim da guerra com Israel

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Khalil al-Hayya, chefe exilado do Hamas na Faixa de Gaza, anunciou nesta quinta-feira (09/10) o fim da guerra entre Hamas e Israel e o início de um cessar-fogo permanente. Em discurso televisionado, ele afirmou que o grupo recebeu garantias dos Estados Unidos, de mediadores árabes e da Turquia de que o conflito terminou definitivamente. A declaração representa um marco histórico após mais de um ano de confrontos intensos na região.

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Segundo al-Hayya, o acordo prevê o fim das agressões contra o povo palestino, a retirada das forças de ocupação e a entrada de ajuda humanitária em Gaza. Além disso, foi confirmada a abertura da passagem de Rafah, localizada no sul do território, na fronteira com o Egito, em ambas as direções. O líder destacou ainda que 250 palestinos condenados à prisão perpétua serão libertados, junto com 1.700 prisioneiros de Gaza detidos após o início do conflito, em 7 de outubro de 2023.

Uma nota das Brigadas Al-Qassam, braço armado do Hamas, reforçou o pronunciamento de al-Hayya e afirmou que o grupo tratou o plano apresentado pelos Estados Unidos com “grande responsabilidade”. Segundo o comunicado, o Hamas enviou uma resposta que “atende aos interesses e direitos do povo palestino” e inclui a visão do movimento para encerrar a guerra e garantir estabilidade na região.

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No discurso, Khalil al-Hayya destacou ainda que o povo da Faixa de Gaza enfrentou “uma guerra como nenhuma outra que o mundo já viu”, resistindo à “tirania do inimigo” e aos “massacres” cometidos pelo exército israelense.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta quinta que os reféns do Hamas serão libertados na segunda (13) ou terça-feira (14). Ele também afirmou que pretende viajar ao Oriente Médio para celebrar o acordo e reforçou a expectativa de que este seja um momento de paz duradoura. “Acho que será uma paz duradoura, espero que seja uma paz eterna. Paz no Oriente Médio”, declarou Trump no início de uma reunião de gabinete na Casa Branca.