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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que organizações criminosas estão usando empresas abertas nos Estados Unidos para lavagem de dinheiro, compra de petróleo russo e envio ilegal de armas para facções brasileiras. As declarações, dadas nesta quinta-feira (26/11), colocam o tema no centro do debate sobre crime organizado, já que o governo brasileiro pretende enviar ao governo norte-americano todas as provas reunidas até agora.
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Segundo Haddad, essas empresas sediadas nos EUA servem para driblar sanções internacionais impostas à Rússia por causa da guerra na Ucrânia. Por meio delas, o crime organizado compra petróleo russo e envia o produto ao Brasil de forma irregular. Ao mesmo tempo, de acordo com o ministro, a Receita Federal identificou o ingresso de armas contrabandeadas vindas dos Estados Unidos, que estariam abastecendo facções como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Haddad explicou que o armamento entra no país escondido em contêineres: “Armas estão chegando no Brasil de contêineres de lá, vêm peças de reposição ou o próprio armamento, ilegalmente. Pedi para o Barreirinhas [secretário da Receita] fazer um relatório documentando com fotografias, número de contêineres. Demonstrando que a parceria é fundamental. Se queremos impedir que a droga chegue lá, é fundamental que iniba o crime nos territórios impedindo que o armamento pesado chegue ao Brasil”, afirmou.
O ministro disse ainda que já levou o tema ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e defendeu que o assunto seja tratado nas negociações com os Estados Unidos, que também envolvem o tarifaço aplicado a produtos brasileiros. Ele destacou que as empresas abertas em Delaware levantam suspeitas, porque recebem empréstimos que “jamais serão pagos” e retornam ao Brasil como se fossem investimentos estrangeiros diretos.







