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O estado de São Paulo registrou 102 casos de intoxicação por metanol, sendo 11 já confirmados e 91 em investigação, de acordo com a Secretaria Estadual da Saúde. O balanço divulgado nesta sexta-feira (03/10) aponta ainda uma morte confirmada na capital paulista, além de oito óbitos em análise: cinco em São Paulo, dois em São Bernardo do Campo e um em Cajuru, no interior. Outros 15 casos já foram descartados.
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Diante do avanço das ocorrências, o Governo de São Paulo anunciou a compra e a distribuição imediata de 2.000 ampolas de álcool etílico absoluto para o tratamento de pacientes. Segundo a pasta, já havia 500 unidades em estoque nos serviços de referência, garantindo uma reserva de segurança para novas demandas. As ampolas foram destinadas ao Hospital das Clínicas de Campinas, de Ribeirão Preto e de São Paulo, que atuam como centros de referência no atendimento.
Uma nota técnica do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) foi enviada aos 645 municípios paulistas e orienta os serviços de saúde sobre como solicitar o medicamento. Para isso, é necessário entrar em contato com os centros de referência e encaminhar a ficha de notificação do caso de intoxicação por metanol. A rede estadual também reforçou sua capacidade laboratorial para identificar a substância de forma mais ágil.
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O novo protocolo adotado em São Paulo prevê que amostras de sangue ou urina de pacientes com suspeita sejam analisadas em até uma hora pelo Laboratório de Toxicologia Analítica Forense (LATOF), do Departamento de Química da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto. O exame é realizado por cromatografia gasosa, método considerado padrão-ouro para detectar metanol. A coleta é feita nas unidades de saúde e o Instituto Adolfo Lutz coordena o transporte das amostras até o laboratório.







