Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Geração Z quer mais tempo para sexo e sonha com folgas íntimas no trabalho

Pesquisas revelam que jovens preferem o home office pela liberdade na vida sexual e até apoiam a ideia de dias específicos para intimidade e bem-estar no ambiente corporativo
Geração Z quer pausa para sexo
Geração Z quer pausa para sexo

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A geração Z está pedindo mais do que café e ar-condicionado no ambiente de trabalho. Segundo pesquisas recentes, jovens nascidos entre 1997 e 2012 querem incluir pausas para sexo na rotina profissional e o home office tem sido o grande aliado dessa demanda. Uma pesquisa da EduBirdie com 2 mil pessoas da geração Z revelou que 47% estão fazendo mais sexo durante o expediente remoto. A flexibilidade de horários está permitindo momentos mais íntimos, coisa que o modelo presencial dificulta. E mais: 36% disseram que a rigidez do trabalho no escritório atrapalha diretamente a vida sexual.

Mas não para por aí. Embora o trabalho remoto esteja salvando a vida sexual de muitos jovens, uma parcela deles também vê benefícios no modelo presencial. Cerca de 29% acreditam que retornar ao escritório poderia melhorar o desempenho entre quatro paredes, possivelmente pela chance de conhecer alguém novo ou emendar um romance com o crush da mesa ao lado. Aliás, 38% da geração Z afirmaram que gostariam que o ambiente de trabalho tivesse um espaço privado para encontros casuais ou até mesmo para um momento de amor-próprio.

A sexualidade, para essa geração, faz parte do pacote de bem-estar e isso se estende até à política de RH. Uma segunda pesquisa, feita pela farmacêutica Zip Health com 800 funcionários e 200 gestores, apontou que muitos gostariam de folgas específicas para o sexo. Os chamados “dias de sexo”, remunerados ou não, foram apoiados por mais de 60% dos entrevistados. Cerca de 3 em cada 5 funcionários já tiraram folga para aproveitar o tempo com o parceiro e 16% admitiram ter feito isso exclusivamente para momentos de intimidade.

Além de promover a saúde sexual, esses dias também poderiam reduzir o estigma em torno do tema no ambiente corporativo. Quase metade dos entrevistados (47%) acredita que oferecer “folgas do sexo” ajudaria a criar um espaço mais aberto e acolhedor. Já 60% destacaram que priorizar o bem-estar íntimo dos trabalhadores ajudaria a diminuir o burnout e até reduzir faltas no trabalho.

E se engana quem pensa que essa conversa termina nas intenções. Na prática, 14% dos funcionários já admitiram ter feito sexo durante o expediente, sendo 10% em modelos presenciais e 12% no home office. E tem mais: 7% confessaram que já transaram durante uma ligação de trabalho e 6% chegaram ao ponto de agendar compromissos falsos apenas para ficarem com os parceiros.