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O general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa de Jair Bolsonaro e réu no inquérito de tentativa de golpe, desistiu de acompanhar a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (03/09). O militar, único entre os acusados a comparecer presencialmente ao julgamento, deixou o plenário da Primeira Turma após sentir fortes dores no ombro esquerdo, lesionado durante um jogo de pingue-pongue com o neto. A cena chamou atenção porque ele chegou a aparecer com tipoia e o braço imobilizado nas sessões anteriores.
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Na terça-feira (02), Nogueira foi visto no plenário com a lesão visível, mas ainda assim decidiu se manter presente. No entanto, diante do incômodo físico, preferiu não assistir à sustentação oral de sua defesa. A ausência ocorreu justamente em uma etapa crucial, quando o STF analisa a responsabilidade dos oito réus apontados como integrantes do chamado “núcleo 1” da trama golpista, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Paulo Sérgio teria levado aos comandantes das Forças Armadas, em 2022, uma minuta de decreto que previa a tomada de poder à força. O documento, segundo a Polícia Federal (PF), tinha como objetivo anular a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais e impedir sua diplomação. Essa peça é considerada um dos pontos centrais do inquérito.
O julgamento da Primeira Turma do STF segue até 12 de setembro. Nesse período, os ministros analisam a culpabilidade dos acusados, incluindo Bolsonaro, Paulo Sérgio e outros aliados. Na sessão desta quarta-feira, foi concluída a fase de manifestações da acusação, representada pela PGR, e também das defesas dos oito réus.







