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Interromper o uso de canetas emagrecedoras como Ozempic, Wegovy e Mounjaro pode levar a um ganho de peso acelerado. Um estudo publicado na revista médica BMJ mostrou que, após o fim do tratamento, a recuperação média é de 0,4 kg por mês. Além disso, os efeitos positivos para a saúde metabólica e cardíaca tendem a diminuir com o tempo, segundo a pesquisa conduzida por cientistas da Universidade de Oxford.
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De acordo com os dados, o reganho de peso após a interrupção desses medicamentos é quase quatro vezes mais rápido do que entre pessoas que emagrecem apenas com dieta e atividade física. Esse ritmo mais intenso foi observado independentemente da quantidade de peso perdida durante o tratamento, o que reforça que o efeito está ligado à suspensão da medicação, e não ao resultado inicial.
Além disso, o estudo indica que problemas como hipertensão e colesterol elevado podem voltar a piorar depois que o uso das canetas é interrompido. Os pesquisadores estimam que os participantes retornem ao peso anterior ao tratamento em cerca de 1,7 anos, enquanto os marcadores de risco cardiometabólico tendem a voltar aos níveis pré-tratamento em aproximadamente 1,4 anos.
As chamadas canetas emagrecedoras, que utilizam o hormônio GLP-1, atuam reduzindo o apetite e, de fato, promovem uma perda de peso mais intensa do que medicamentos usados no passado. No entanto, o efeito reverso após a interrupção preocupa os especialistas. “Com base em nossos dados, podemos afirmar que as pessoas perdem mais peso com a medicação GLP-1 em comparação com os medicamentos disponíveis anteriormente. No entanto, elas também recuperam esse peso mais rapidamente. Portanto, embora a perda de peso inicial seja maior, o reganho ocorre mais rapidamente quando o tratamento para”, afirma Sam West, autor principal do estudo.
A análise reuniu 37 estudos, com 9.341 participantes, e mostrou ainda que cerca de metade das pessoas com obesidade interrompe o uso desses medicamentos em até 12 meses. Quando comparado a programas comportamentais, como dieta e exercícios, o reganho mensal após o uso de medicamentos foi maior, chegando a 0,4 kg, enquanto intervenções não medicamentosas apresentaram média de 0,3 kg por mês.







