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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, pediu nesta terça-feira (21/10) para ser transferido da 1ª Turma para a 2ª Turma da Corte. O anúncio foi feito durante o plenário do STF e também formalizado em um documento encaminhado ao presidente do tribunal, Edson Fachin. No pedido, Fux citou o artigo 19 do Regimento Interno do STF, justificando o interesse em integrar a nova composição “considerando a vaga aberta pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso”.
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Atualmente, Fux faz parte da 1ª Turma do STF, composta por Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Nos últimos julgamentos, o ministro ficou voto vencido, especialmente nos processos relacionados à tentativa de golpe de Estado em 2022, que já resultaram na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de aliados. Durante a sessão desta terça-feira (21), Fux votou pela absolvição de Bolsonaro e defendeu a anulação do processo referente ao chamado “núcleo 4”, identificado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como o grupo da “desinformação”.
A 2ª Turma do STF, para a qual Fux solicita transferência, era composta por Luís Roberto Barroso, antes de sua aposentadoria, e pelos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, André Mendonça e Nunes Marques. Caso o pedido seja aceito, o ministro passará a integrar esse colegiado, que tem perfil de julgamentos distinto da 1ª Turma.
A decisão sobre o pedido de remanejamento de Fux cabe ao presidente do STF, Edson Fachin. Se o ministro for transferido, o novo indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumirá a vaga deixada por Fux na 1ª Turma, ao lado de Moraes, Cármen Lúcia, Zanin e Dino.







