Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Flávio Dino acelera inquéritos de corrupção envolvendo as emendas parlamentares

Ministro do STF reage à PEC da Blindagem e antecipa julgamento que coloca 80 deputados sob investigação por desvio de dinheiro público
Flávio Dino acelera inquéritos de corrupção envolvendo as emendas parlamentares
Flávio Dino acelera inquéritos de corrupção envolvendo as emendas parlamentares

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Em reação à aprovação da PEC da Blindagem na Câmara dos Deputados, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, decidiu nesta quarta-feira (17/09) acelerar a tramitação de processos que investigam desvios de recursos ligados às emendas parlamentares. A medida ocorre no mesmo momento em que cresce a pressão política contra o Supremo, já que a proposta aprovada restringe a abertura de investigações contra parlamentares, exigindo aval em votação secreta no Congresso. Atualmente, cerca de 80 deputados e ex-deputados estão sob investigação por suspeita de corrupção com dinheiro público das emendas.

A decisão de Dino foi tomada como resposta direta ao avanço da PEC e atinge em cheio a principal queixa de integrantes do centrão contra o tribunal. As apurações em curso tratam de possíveis crimes relacionados ao envio e ao uso das emendas, e correm sob sigilo em pelo menos seis gabinetes do STF. Parlamentares temem que os julgamentos em andamento limitem de vez a autonomia do Congresso sobre o Orçamento, especialmente em relação às chamadas emendas impositivas.

Segundo a determinação do ministro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Advocacia-Geral da União (AGU) devem enviar seus posicionamentos sobre o mérito das ações que contestam as regras das emendas. Com as manifestações em mãos, Dino pretende finalizar a instrução dos processos ainda em setembro, deixando-os prontos para julgamento no plenário do Supremo na segunda quinzena de outubro. A inclusão na pauta, no entanto, dependerá do presidente do tribunal, Luís Roberto Barroso, que deixará o comando no fim de setembro para ser sucedido por Edson Fachin.

O julgamento no STF será amplo e pode resultar em mudanças profundas. Entre os pontos em análise está a possibilidade de eliminação definitiva das emendas impositivas, o que desobrigaria o governo federal a pagar os valores indicados por deputados e senadores. A decisão pode impactar diretamente a relação entre Executivo e Legislativo, além de redefinir o volume de recursos do Orçamento controlado pelo Congresso.