Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Filho de síndico que matou corretora mineira em Goiás é solto

Mandado de prisão é revogado após provas mostrarem que Maicon não esteve no local do crime
Foto: Lucimar de Sousa / METRÓPOLES

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O filho do síndico que confessou matar a corretora mineira Daiane Alves foi liberado da prisão temporária nesta quinta-feira (19/02). Maicon Douglas estava detido sob suspeita de participação no crime, que ocorreu no dia 17 de dezembro em Caldas Novas, no Sul de Goiás. A defesa do jovem afirmou que o mandado de prisão foi uma medida “extrema” baseada em um suposto envolvimento que, segundo eles, não existe.

De acordo com os advogados, Maicon apresentou provas concretas que mostram que ele não esteve presente no local do crime. “O álibi apresentado pela defesa comprovou materialmente que Maicon sequer encontrava-se na cidade de Caldas Novas no dia do ocorrido. Tal fato foi corroborado não apenas por prova testemunhal, mas por um conjunto de provas técnicas”, diz a nota. Segundo a defesa, os registros técnicos e científicos confirmam de forma clara e incontestável a inocência de Maicon.

O caso envolve a morte de Daiane Alves Sousa, de 43 anos, encontrada em uma área de mata em Ipameri, interior de Goiás. O laudo indica que a vítima sofreu traumatismo cranioencefálico causado por um tiro na cabeça. A polícia acredita que o crime foi motivado por conflitos entre Daiane e Cléber Rosa de Oliveira, síndico do prédio onde ela morava.

No dia 17 de dezembro, por volta das 19 horas, Daiane desceu ao subsolo do condomínio para verificar um corte de energia em seu apartamento e desapareceu em seguida. Segundo o delegado André Barbosa, responsável pelo caso, a interrupção no fornecimento de energia teria sido provocada pelo próprio síndico. O local onde estão os disjuntores não é monitorado por câmeras, o que facilitou a ação. Após o crime, Cléber teria usado as escadas do prédio para não ser filmado.

As investigações apontam que Daiane foi assassinada em cerca de oito minutos. Inicialmente, o síndico negou ter saído do prédio na noite do crime, mas imagens das câmeras de segurança mostram seu carro saindo com a capota fechada e retornando 40 minutos depois com a capota aberta. Cléber já confessou o assassinato, enquanto Maicon foi oficialmente inocentado das suspeitas.