Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Ex-presidente do INSS é preso em operação de esquema bilionário de descontos ilegais

A Polícia Federal deteve Alessandro Stefanutto em nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes de R$ 6,3 bilhões em aposentadorias e pensões em todo o país
Ex-presidente do INSS é preso em operação por esquema bilionário de descontos ilegais em aposentadorias
Ex-presidente do INSS é preso em operação por esquema bilionário de descontos ilegais em aposentadorias - Kebec Nogueira/Metrópoles

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A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (13/11) o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, durante uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões. A ação é realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU). Stefanutto assumiu o comando do INSS em julho de 2023, no governo Lula, e foi afastado do cargo em abril deste ano, quando a primeira fase da operação foi deflagrada.

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De acordo com a Polícia Federal, as investigações apuram crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, formação de organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de ocultação e dilapidação de patrimônio. Segundo os investigadores, o grupo teria causado prejuízos bilionários aos aposentados em todo o país.

Ao todo, foram cumpridos 63 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão preventiva, além de outras medidas cautelares, em 15 estados e no Distrito Federal, incluindo Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Pernambuco, Goiás e Rio Grande do Sul. As ordens foram expedidas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso.

As apurações apontam que entidades associativas descontaram cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentadorias e pensões entre 2019 e 2024. Uma auditoria da CGU identificou que parte dessas entidades não possuía estrutura para prestar os serviços prometidos, como convênios médicos, academias e auxílios funerários.

O relatório também mostrou que 72% das entidades não apresentaram toda a documentação exigida pelo INSS, e 11 delas foram alvo de medidas judiciais. Após as constatações, os pagamentos foram suspensos pela Justiça.