Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Ex-deputado TH Joias é indiciado pela PF em investigação que expõe ligações com o CV e o TCP

Relatório aponta policiais, um delegado federal e operadores ligados ao tráfico em esquema que envolve armas, informações sigilosas e apoio a facções do Rio
Ex-deputado TH Joias é indiciado pela Polícia Federal por ligação com facções criminosas
Ex-deputado TH Joias é indiciado pela Polícia Federal por ligação com facções criminosas - Foto: UOL

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A Polícia Federal indiciou o ex-deputado estadual TH Joias e outras 17 pessoas por envolvimento com facções criminosas do Rio de Janeiro, segundo a conclusão da investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes. O documento foi encaminhado ao desembargador Macário Ramos Júdice Neto, do TRF2, e reúne as principais suspeitas sobre a atuação do grupo, que teria conexões com o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP).

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O relatório da PF mostra que, além de integrantes das facções, foram indiciados policiais militares, um delegado federal e Alessandro Pitombeira Carracena, ex-secretário da prefeitura do Rio e do governo estadual. Entre os alvos está também o delegado federal Gustavo Steel, preso em flagrante na Operação Zargun enquanto trabalhava no Aeroporto Internacional do Rio. As investigações apontam que ele repassava informações sigilosas a criminosos e chegou a consultar sistemas de segurança para verificar possíveis mandados contra Dudu e Índio do Lixão.

De acordo com o inquérito, Dudu, identificado como Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, trabalhava como assessor parlamentar de TH Joias na Alerj e é suspeito de vender e operar equipamentos antidrones para facções. Já Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio do Lixão, de Duque de Caxias, é apontado como elo entre o Comando Vermelho e TH Joias, além de ser investigado pela compra de fuzis no Paraguai para revenda ao CV.

O documento ainda detalha que Índio do Lixão foi indiciado por organização criminosa, tráfico interestadual de armas e drogas, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, contrabando, exploração clandestina de telecomunicações, evasão de divisas, violação de sigilo profissional e embaraço à investigação.