Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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EUA realizam novo bombardeio no Pacífico e aumentam tensão internacional

Ataque deixou três mortos e reforça críticas à escalada militar norte-americana sob justificativa de combate ao narcotráfico na América Latina
EUA bombardeiam segundo barco no Pacífico em 48 horas
EUA bombardeiam segundo barco no Pacífico em 48 horas

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As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram nesta quarta-feira (22/10) um novo bombardeio contra um suposto barco do narcotráfico no Oceano Pacífico, matando três pessoas, segundo anunciou o chefe do Pentágono, Pete Hegseth. O ataque, que aconteceu em águas internacionais, é o segundo em menos de 48 horas e faz parte de uma série de ofensivas que, de acordo com Washington, têm o objetivo de combater o tráfico de drogas na região.

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Hegseth afirmou em publicação no X (antigo Twitter) que “os terroristas agora mortos estavam envolvidos no tráfico de drogas no Pacífico Oriental”. Ele destacou ainda que nenhum militar americano ficou ferido. O primeiro ataque, realizado na terça-feira (21/10), também teve como alvo uma embarcação acusada de transportar narcotraficantes e deixou duas pessoas mortas. Segundo o secretário, “três narcoterroristas estavam a bordo da embarcação durante o ataque […] Todos foram mortos e nenhuma força americana ficou ferida”.

De acordo com o Pentágono, ao menos oito ataques semelhantes foram realizados nos últimos dois meses, tornando esta uma das ofensivas mais intensas dos EUA na América Latina em décadas. As ações, que já deixaram pelo menos 35 mortos, seguem o discurso do presidente Donald Trump, que prometeu “continuar os ataques dia após dia” até que, segundo ele, a ameaça ao povo americano seja eliminada.

O aumento das operações ocorre em meio à crescente tensão geopolítica com a Venezuela. O governo Trump intensificou as pressões sobre Nicolás Maduro, acusando-o de chefiar uma rede internacional de tráfico de drogas conhecida como Cartel de los Soles, cuja existência é negada por especialistas. Em agosto, Washington elevou para US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões) a recompensa por informações que levem à captura do venezuelano. Além disso, os EUA classificaram o cartel de Sinaloa (México), o Tren de Aragua (Venezuela) e outros grupos como organizações terroristas, reforçando o tom militar da política antidrogas.

O governo colombiano também entrou na linha de fogo dessa disputa. O presidente Gustavo Petro, um dos maiores críticos das ações americanas, declarou que a solução para a crise seria “tirar Trump do poder”. Em resposta, o republicano o chamou de “líder ilegal de drogas” e ameaçou cortar subsídios e aumentar tarifas contra a Colômbia. As trocas de acusações resultaram na retirada do embaixador colombiano de Washington e ampliaram as tensões diplomáticas entre os países. Apesar de o Pentágono afirmar que os alvos são narcotraficantes, especialistas e governos da região contestam a legalidade dos ataques, que podem configurar assassinatos extrajudiciais se não houver ameaça iminente.