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O governo Trump marcou uma reunião com Dinamarca e Groenlândia para esta quarta-feira (14/01), em Washington, após ameaças de anexação da Groenlândia feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O encontro reunirá o vice-presidente J.D. Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e os chanceleres Lars Lokke Rasmussen, da Dinamarca, e Vivian Motzfeldt, da Groenlândia. O território autônomo dinamarquês, localizado no Ártico, ganhou destaque por ser rico em minerais e estratégico para rotas marítimas, o que elevou a tensão diplomática entre os países.
A reunião foi solicitada pelos governos dinamarquês e groenlandês depois que Trump intensificou, desde o início do ano, declarações sobre tomar o controle da ilha. Na segunda-feira (12), o presidente afirmou que assumiria o território “de um jeito ou de outro”. Além disso, a Casa Branca declarou que, embora a diplomacia seja o caminho preferencial, uma intervenção militar “não estava descartada”, o que ampliou a preocupação internacional.
Segundo Rasmussen, o objetivo do encontro é retirar o debate do campo das ameaças públicas e levá-lo para o diálogo direto. “O motivo pelo qual solicitamos o encontro, que nos foi concedido, foi para transferir toda essa discussão para uma sala de reuniões, onde possamos nos olhar nos olhos e conversar sobre esses assuntos”, afirmou o chanceler dinamarquês a repórteres em Copenhague, nesta terça-feira (13). Ele também informou que a participação de Vance levou à decisão de sediar a reunião na Casa Branca.
O governo da Groenlândia divulgou um comunicado rejeitando qualquer possibilidade de controle americano sobre o território. “Os Estados Unidos reiteram o seu desejo de tomar posse da Groenlândia. O Governo de Coalizão da Groenlândia não pode aceitá-lo sob nenhuma circunstância”, afirmou a nota oficial divulgada na segunda-feira (12). A posição reforça a resistência local diante das declarações do presidente norte-americano.
Diante do cenário, França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e Reino Unido divulgaram uma declaração conjunta em apoio à Dinamarca e à Groenlândia. O governo groenlandês informou que, com esse respaldo, pretende intensificar esforços para garantir que a defesa da ilha esteja integrada à Otan. A gestão de Jens-Frederik Nielsen destacou ainda que o território pretende “permanecer sempre como parte da aliança de defesa ocidental”.







