Belo Horizonte, 6 de março de 2026

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Estados Unidos enfrentam condenação global após invasão da Venezuela

Críticas de potências globais, críticas do Vaticano e pressão diplomática expõem rejeição total à ação militar ordenada por Donald Trump
Líderes mundiais condenam invasão da Venezuela
Líderes mundiais condenam invasão da Venezuela - Foto: Ariana Cubillos

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Os Estados Unidos enfrentam uma onda de retaliações e condenações internacionais após a invasão da Venezuela, determinada pelo presidente Donald Trump, que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. A ofensiva militar provocou forte reação internacional, com líderes e governos classificando a ação como violação grave da soberania venezuelana, desrespeito ao direito internacional e riscos à estabilidade regional. Assim, a crise ganhou dimensão global e ampliou o isolamento político de Washington.

A Coreia do Norte se manifestou na manhã deste domingo (04/01) e classificou a ofensiva dos EUA como “a mais grave forma de violação da soberania”. Em nota oficial, o regime de Kim Jong-un afirmou que seguirá acompanhando a escalada da crise na Venezuela, atribuída ao que chamou de ato arbitrário de Washington. Além disso, por meio do Ministério das Relações Exteriores, o país declarou que a situação gerou uma “consequência catastrófica para a garantia da identidade da estrutura das relações regionais e internacionais” e afirmou que os Estados Unidos “violou violentamente a soberania da Venezuela”, revelando “a natureza desonesta e brutal dos EUA”.

A China, aliada histórica do governo venezuelano, também se posicionou oficialmente. Em comunicado oficial, Pequim defendeu que a crise seja resolvida por meio do diálogo e da negociação diplomática. Além disso, o governo chinês afirmou que a retirada do casal do território venezuelano configura violação das normas e do direito internacional, ao mesmo tempo em que cobrou garantias à integridade física dos dois.

A condenação também chegou do Vaticano. O papa Leão XIV disse neste domingo (04) que a Venezuela deve permanecer um país independente e afirmou acompanhar a situação com “profunda preocupação”. O pontífice ainda pediu respeito aos direitos humanos e declarou: “O bem-estar do amado povo venezuelano deve prevalecer sobre todas as outras considerações e levar à superação da violência e ao início de caminhos de justiça e paz, garantindo a soberania do país”.

Enquanto isso, surgiram informações sobre o impacto humano da operação militar. Segundo o The New York Times, ao menos 40 pessoas morreram durante os bombardeios realizados pelos Estados Unidos no sábado (03), número que incluiria militares venezuelanos e civis, conforme relataram fontes sob anonimato. Até agora, o governo da Venezuela não divulgou balanço oficial. De acordo com a AFP, as explosões ocorreram entre 02h e 03h15 em Caracas e arredores, atingindo alvos como o forte militar Tiuna e a base de La Carlota, além de registros em La Guaira, Maracay e Higuerote. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, afirmou que mísseis e foguetes disparados de helicópteros atingiram zonas residenciais. Já Donald Trump declarou que nenhum militar dos EUA morreu e, mais tarde, disse ao The New York Post que “muitos cubanos” morreram na operação, sem detalhar números. Segundo o presidente norte-americano, “eles estavam protegendo Maduro” e “essa não foi uma boa decisão”.