Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Escalada da guerra no Oriente Médio pressiona petróleo e mercados globais

Conflito avança com ataques entre Israel, Irã e Hezbollah, provoca mortes, amplia tensão internacional e já impacta energia, dólar e economia mundial
Escalada da guerra no Oriente Médio pressiona petróleo e mercados globais
Escalada da guerra no Oriente Médio pressiona petróleo e mercados globais - Foto: Firas Makdesi/ Reuters

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A guerra no Oriente Médio entrou em uma nova fase no terceiro dia de confrontos, com Israel, Hezbollah e Irã no centro da escalada militar, além de reflexos imediatos no petróleo, no gás e no câmbio. O conflito se ampliou após a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em ataques de grande escala atribuídos a Estados Unidos e Israel contra a liderança e as forças armadas iranianas, iniciados no sábado (28/02). Desde então, a região vive ataques cruzados, fechamento de espaço aéreo e restrições severas de internet no Irã.

Enquanto isso, uma nova frente se abriu quando o Hezbollah lançou mísseis contra a cidade israelense de Haifa, na noite de domingo (1º/03). Em resposta, Israel realizou bombardeios contra posições do grupo no Líbano, incluindo áreas nos subúrbios do sul de Beirute e regiões próximas ao aeroporto. Paralelamente, o Irã intensificou os ataques com mísseis e drones contra alvos de países aliados dos EUA, ampliando a instabilidade regional.

Além disso, o presidente americano Donald Trump pediu que forças iranianas depusessem as armas e afirmou que o conflito pode se estender além da previsão inicial de quatro a cinco semanas. Como reação, o Irã atacou alvos em Catar e na Arábia Saudita, além de atingir interesses em outros países do Golfo e rotas estratégicas. No Chipre, uma base aérea do Reino Unido foi atingida por um drone, com danos materiais leves, segundo autoridades locais.

O impacto humano também cresceu. O Crescente Vermelho Iraniano informou a morte de 555 pessoas em 130 locais no Irã. Já a mídia estatal iraniana relatou que pelo menos 168 estudantes morreram após um ataque a uma escola primária feminina em Minab, cidade próxima ao estratégico estreito de Estreito de Ormuz. As buscas por sobreviventes foram encerradas no domingo, e autoridades locais classificaram o episódio como o ataque mais letal da atual campanha de bombardeios.

Por fim, os efeitos econômicos se espalharam rapidamente. A estatal QatarEnergy suspendeu a produção de gás natural liquefeito após ataques a instalações, o que elevou os preços do gás em cerca de 50%. Na Arábia Saudita, um incêndio de pequenas proporções foi controlado na refinaria de Ras Tanura, operada pela Aramco, após a interceptação de drones. O petróleo subiu cerca de 10% no mercado global, enquanto o dólar, que vinha em queda, avançou e chegou a R$ 5,20, refletindo o aumento do risco geopolítico.