Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Equipes suspendem buscas por brasileira que caiu em vulcão na Indonésia

Juliana Marins está há três dias sem água e comida; resgate foi interrompido por condições climáticas extremas
Brasileira presa em vulcão
Brasileira presa em vulcão

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A brasileira Juliana Marins, de 26 anos, está há pelo menos três dias isolada e sem acesso a água ou comida após cair durante uma trilha no vulcão Rinjani, na ilha de Lombok, na Indonésia. As buscas foram suspensas pela terceira vez consecutiva devido ao mau tempo na região. A jovem caiu cerca de 300 metros abaixo da trilha principal na noite de sexta-feira (21/06) e permanece em uma área de difícil acesso, segundo informações confirmadas pela família e divulgadas pelo UOL.

As equipes de resgate conseguiram avançar aproximadamente 250 metros no percurso até o ponto onde Juliana foi vista por último. No entanto, ainda restam cerca de 350 metros em terreno íngreme para alcançar a brasileira. Por volta das 16h de segunda-feira (23) no horário local (5h da manhã em Brasília), a operação foi interrompida por conta da intensa neblina, da alta umidade e da falta de visibilidade, impossibilitando o prosseguimento durante a noite. Dois guias experientes foram acionados para ajudar na missão, e uma equipe permanece de prontidão para retomar os trabalhos assim que o clima melhorar.

Juliana viajava sozinha pela Ásia desde fevereiro e passou por países como Filipinas, Vietnã e Tailândia antes de chegar à Indonésia. Ela estava vestida apenas com calça jeans, camiseta, tênis e luvas no momento da queda — sem agasalho, sem abrigo e sem os óculos, o que agrava sua situação por conta da miopia. O Parque Nacional de Rinjani, onde ocorreu o acidente, permanece aberto a turistas, o que gerou críticas da família em meio à lentidão do resgate.

A viagem foi organizada por uma agência de turismo, agora alvo de questionamentos. A irmã da brasileira, Mariana Marins, acusa a empresa de repassar informações falsas sobre o andamento da operação: “A empresa de turismo que a levou ficou mentindo o tempo todo, dizendo que o resgate tinha chegado, e não tinha chegado coisa nenhuma”, disse. O Ministério das Relações Exteriores acompanha o caso e afirma que autoridades locais de alto escalão foram mobilizadas para reforçar as buscas. A embaixada brasileira na Indonésia está prestando apoio à família.

O acidente foi testemunhado por um grupo de turistas espanhóis, que localizaram Juliana cerca de três horas após a queda e conseguiram fazer contato com parentes por meio de redes sociais. O cenário se agravou com as más condições climáticas, que fizeram a jovem escorregar ainda mais pela encosta. A preocupação com seu estado de saúde aumenta a cada hora, diante da exposição prolongada, do frio e da falta de suprimentos básicos.