Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Empresário é indiciado por morte de gari e pode pegar 35 anos de prisão

Polícia Civil diz que Renê responderá por três crimes e aponta fascínio do empresário por armas de fogo

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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) indiciou o empresário Renê Júnior pela morte do gari Laudemir Fernandes, de 44 anos, atingido por um disparo no abdômen em 11 de agosto. O inquérito, concluído e apresentado nesta sexta-feira (29/08), aponta que o investigado pode cumprir 35 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima, além dos crimes de ameaça e porte ilegal de arma de fogo.

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Segundo a PCMG, a investigação reuniu provas testemunhais, interrogatórios, imagens do local e da empresa do suspeito, além da análise do celular e dos dados de navegação do veículo de Renê. A perícia também confirmou que a pistola calibre 38 apreendida foi a mesma usada para matar Laudemir.

A delegada Ana Paula Lamego Balbino, esposa de Renê, também foi indiciada por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. De acordo com os investigadores, ela tinha ciência de que o marido usava a arma dela com frequência. O delegado Matheus Moraes explicou que mensagens de áudio recuperadas reforçam essa suspeita: “Há várias mensagens apagadas no celular, e isso dificultou a conclusão sobre a ciência dela ou não da prática criminosa. Alguns áudios foram recuperados, o que possibilitou saber que ela tinha ciência do porte de arma”.

Os policiais destacaram ainda que Renê chegou a pesquisar no celular as consequências do crime de homicídio, o que contradiz a alegação de que ele não sabia ter cometido o delito. Durante o inquérito, foi constatado também que o empresário tinha um forte fascínio por armas de fogo. O delegado Evandro Radaelli afirmou: “Ele tinha um fascínio pelo poder que o armamento o concedia. Ele se ‘embriagava’ com o poder das armas e fazia o uso delas com frequência. Ele julgou que a pressa que ele tinha era mais importante do que o trabalho que os garis realizavam”.

De acordo com Radaelli, esse comportamento ficou evidente no momento do crime. “Ao disparar contra Laudemir, o autor estava, de fato, demonstrando esse poder. Ele julgou que seu trajeto e a pressa que tinha eram mais importantes do que o trabalho realizado pelos garis na coleta de resíduos”, completou. A Polícia Civil informou ainda que teve acesso a imagens em que o empresário exibia e disparava armas, além de ostentar o distintivo da esposa.