Ouça este conteúdo
Empresários do setor de autoescolas iniciaram um grande protesto na noite de quarta-feira (22) em São Paulo contra a proposta do Ministério dos Transportes que pretende extinguir a obrigatoriedade das aulas em autoescolas para quem busca a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Cerca de 200 carros de autoescolas foram estacionados na Ponte Estaiada, no Morumbi, ocupando toda a extensão da via, e seguem em carreata até a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nesta quinta-feira (23).
Fique por dentro! Receba as notícias do G5 Minas em primeira mão no WhatsApp.
O movimento, que chama atenção pela quantidade de veículos e pela localização estratégica, é organizado por donos de autoescolas filiados à Feneauto (Federação Nacional das Autoescolas e Centros de Formação de Condutores) e ao Sindautoescola.SP. O grupo pretende pressionar o governo federal a manter o modelo atual de formação de condutores, defendendo que as mudanças colocam em risco a segurança no trânsito e milhares de empregos no setor.
Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o protesto começou por volta das 23h17 de quarta-feira (22) na Ponte Octávio Frias de Oliveira, no sentido Jabaquara. Técnicos da companhia estão acompanhando a mobilização e monitorando o impacto no tráfego. Em nota, o Sindautoescola.SP afirmou que “as manifestações realizadas na cidade de São Paulo, na Ponte Estaiada, representam um movimento legítimo dos trabalhadores e empresários do setor de Autoescolas/CFCs”.
O sindicato destacou ainda que “as Autoescolas/CFCs se manifestam contra a Consulta Pública aberta pelo Governo Federal e as mudanças propostas que visam flexibilizar o processo de formação de condutores, medida que ameaça a segurança no trânsito e o emprego de mais de 300 mil instrutores em todo o Brasil”.
“Reforçamos que o setor não é contrário ao debate sobre aprimoramentos, mas defende que qualquer alteração nas regras de formação de condutores deve ocorrer com diálogo efetivo e participação das entidades representativas, garantindo a preservação da qualidade, da segurança e da responsabilidade social do processo de habilitação”, concluiu a nota.







