Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Donald Trump renomeia Departamento de Defesa para Departamento da Guerra

Decreto autoriza Pete Hegseth a assumir título de secretário de Guerra e reforça estratégia militar de ataque e defesa
Trump renomeia Departamento de Defesa para Departamento da Guerra
Trump renomeia Departamento de Defesa para Departamento da Guerra

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (05/09) um decreto que oficializa a mudança do nome do Departamento de Defesa para Departamento da Guerra. A medida também autoriza que Pete Hegseth, à frente da pasta, use o título de “secretário de Guerra”, enquanto outros integrantes do governo podem adotar títulos como “vice-secretário de Guerra” em documentos oficiais e comunicações públicas. Desde que voltou à Casa Branca, em janeiro, Trump tem se empenhado em renomear instituições e locais, buscando transmitir uma mensagem de força e vitória.

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Segundo o republicano, a mudança reforça a posição de poder dos EUA. “Nós somos fortes, bem mais fortes do que as pessoas entendem”, disse Trump. Ele já havia afirmado na semana passada que o departamento deve atuar “não só com defesa, mas também com ataque”. O decreto ainda orienta Hegseth a recomendar ações legislativas e executivas para tornar a mudança permanente.

A iniciativa de Trump se soma a outras ações, como a realização de um desfile militar em Washington e a reversão da mudança de nomes de bases que homenageavam líderes confederados. Além disso, o republicano tem defendido o uso doméstico das tropas, tanto na fronteira com o México quanto em cidades como Los Angeles e Washington, controladas por democratas.

O decreto também evidencia a intenção de Trump de deixar sua marca em uma das maiores estruturas governamentais do mundo. O orçamento do departamento é o maior do planeta e, em 2024, representou 39,4% de todo o gasto militar global, com US$ 968 bilhões (R$ 5,2 trilhões) destinados ao setor.

O Departamento de Defesa recebeu esse nome em 1949, quando o Congresso centralizou a gestão do Exército, da Marinha e da Força Aérea após a Segunda Guerra Mundial, transmitindo a ideia de que os EUA priorizavam a prevenção de conflitos na era nuclear. Para Trump, a mudança “é sobre vencer”. O secretário Pete Hegseth reforçou: “Essa mudança não é só sobre renomear, mas restaurar. Nomes importam. Restaurar o ‘ethos’ dos guerreiros, restaurar a intencionalidade ao uso da força. Nós vamos lutar para ganhar, não vamos atuar só na defesa, mas também no ataque”.