Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Donald Trump cita Cuba e diz que a ilha vai cair em breve

Declaração do presidente dos Estados Unidos aumenta tensão internacional e levanta alertas sobre possível pressão política e econômica contra o governo da ilha caribenha
Trump afirma que Cuba vai cair
Trump afirma que Cuba vai cair - Foto: Reprodução da Internet

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (06/03) que Cuba “vai cair em breve”, durante entrevista à CNN. Ao comentar a situação internacional, Trump destacou o que chamou de êxitos militares de seu segundo mandato e indicou que o governo cubano estaria disposto a negociar com Washington. Segundo ele, “Cuba também vai cair. Eles têm muita vontade de chegar a um acordo”. O presidente acrescentou ainda: “Eles querem fazer um acordo, então vou colocar (o secretário de Estado) Marco (Rubio) lá e veremos como isso termina”.

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As declarações surgem em meio a um novo período de tensão entre os Estados Unidos e a ilha caribenha. Nas últimas semanas, as relações entre os dois países se deterioraram após mudanças no cenário político da região. Isso porque, depois da derrubada e captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças americanas no início de janeiro, Washington pressionou Caracas a interromper o envio de petróleo para Cuba, um dos principais aliados do governo venezuelano.

Além disso, Trump voltou a mencionar a longa duração do regime comunista cubano ao comentar o tema. Durante a entrevista, o presidente disse à CNN que a ilha estaria “pronta, depois de 50 anos”, em referência às décadas de governo instauradas após a revolução liderada por Fidel Castro em 1959. Um dia antes, o republicano já havia indicado que, apesar de estar concentrado nas operações militares contra o Irã, seria apenas uma “questão de tempo” até que a situação de Cuba entrasse no foco da política externa americana.

Enquanto isso, o cenário econômico cubano enfrenta forte pressão. O bloqueio energético imposto de forma prática pelos Estados Unidos agravou a crise na ilha, onde nenhum petroleiro chega desde 9 de janeiro. Como consequência, a população tem enfrentado apagões frequentes e dificuldades econômicas, situação que também ameaça o turismo, considerado a segunda maior fonte de divisas do país, atrás apenas da exportação de serviços médicos.