Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Detentos venezuelanos formam ‘SOS’ em centro de imigração nos EUA em apelo por socorro

Imagens aéreas revelam protesto contra acusações de gangue e deportação para prisão de segurança máxima em El Salvador
Detentos venezuelanos pedem socorro
Detentos venezuelanos pedem socorro

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Imagens gravadas por um drone da agência Reuters no começo de maio e que voltaram a viralizar nesta semana mostram detentos de um centro de imigração no Texas formando a palavra “SOS” em um pedido de ajuda. A repercussão nas redes sociais é grande, com internautas indignados por, segundo eles, a falta de cobertura da imprensa sobre o caso e a denúncia dos centros de detenção como verdadeiros “campos de concentração”.

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O grupo que aparece no vídeo é formado por 31 venezuelanos detidos no centro de detenção Bluebonnet, na pequena cidade de Anson, no centro do Texas. As imagens aéreas mostram os homens no pátio do local, muitos vestidos com macacões vermelhos, indicativo de classificação como presos de alto risco. A ação visa protestar contra a ameaça de deportação para uma prisão de segurança máxima em El Salvador, após serem acusados pelo governo americano de pertencerem à gangue venezuelana Tren de Aragua.

Neste mês, dezenas desses detidos receberam notificações oficiais acusando-os de integrarem a organização criminosa, o que levou as autoridades de imigração a iniciar processos de deportação. Contudo, as famílias de sete dos venezuelanos entrevistadas pela Reuters negam qualquer ligação de seus parentes com grupos criminosos. Em 18 de abril, sete deles foram levados para o Aeroporto Regional de Abilene, com a intenção de serem deportados, mas a Suprema Corte dos EUA bloqueou temporariamente essa ação, e o ônibus teve que retornar ao centro de detenção.

Sem acesso oficial ao Bluebonnet, a Reuters usou um drone e um avião pequeno para registrar imagens aéreas que revelam a rotina dos detentos. Entre eles está Diover Millan, de 24 anos, transferido recentemente para o local vindo da Geórgia, onde estava detido desde março. Millan trabalhava na construção civil e não possui antecedentes criminais conhecidos. Embora um funcionário do governo o tenha classificado como membro “documentado” da gangue Tren de Aragua, não foram apresentadas provas concretas. Outro detento, Jeferson Escalona, de 19 anos, também é acusado de vínculo com o grupo, mas nega todas as acusações, afirmando que foi policial na Venezuela e que teme pela própria vida nos Estados Unidos.

A crise dos venezuelanos imigrantes nos EUA aumentou com a fuga de centenas de milhares devido à crise econômica e repressão política no país, sob o regime de Nicolás Maduro. Durante o governo Biden, muitos receberam proteções humanitárias temporárias, que agora, a administração de Trump tenta revogar.