Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Detentos são levados ao Aglomerado da Serra para apagar símbolos de facções dos muros

Presos do regime semiaberto atuam em pontos estratégicos da maior favela de Minas Gerais enquanto forças de segurança mantêm ocupação para conter avanço do crime organizado
Foto: Divulgação/ Victor Laia/ Sejusp

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O governo de Minas Gerais levou, nesta sexta-feira (09/01), detentos do regime semiaberto ao Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, para apagar símbolos de facções criminosas pintados em muros da comunidade. A ação ocorre em meio à ocupação policial na maior favela do estado, iniciada em dezembro, e tem como foco reafirmar o controle do Estado sobre áreas em disputa pelo crime organizado, segundo as autoridades.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), em parceria com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). Os trabalhos estão sendo feitos por presos da Penitenciária José Maria Alkmin, em Ribeirão das Neves, todos em regime semiaberto e considerados de baixa periculosidade. De acordo com o governo, a operação deve ocorrer ao longo dos próximos dias e atingir oito pontos do Aglomerado da Serra, com a remoção de siglas ligadas a sete grupos criminosos locais associados a facções nacionais.

Segundo o vice-governador Mateus Simões, a ação faz parte da Operação Dominus, iniciada em 23 de dezembro, e tem como objetivo “garantir a segurança e a normalidade da vida de quem mora no Aglomerado da Serra”. Ele afirmou ainda que se trata de uma atuação de longo prazo, “para garantir que as facções não sejam admitidas como parte da nossa normalidade”. De acordo com Simões, Comando Vermelho (CV), Terceiro Comando Puro (TCP) e Primeiro Comando da Capital (PCC) “disputam a entrada dentro do aglomerado da serra, que até então vinha sendo conduzido por grupos locais criminosos de menor potencial estruturado”.

Ainda conforme o vice-governador, a presença das forças de segurança será mantida na região. “As forças policiais chegaram e não sairão da serra até que a gente tenha certeza absoluta que qualquer tentativa de instalação dessas organizações criminosas lá dentro esteja frustrada”, disse. Já o diretor-geral do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), Leonardo Badaró, destacou que o uso da mão de obra prisional também tem caráter social. “Para os privados de liberdade representa uma oportunidade de trabalho e ressocialização, aliando-se a um importante viés social ao devolver à população um serviço produtivo e de interesse coletivo”, ressaltou.