Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Desemprego no Brasil cai a 5,6% e atinge mínima histórica

Pnad Contínua do IBGE mostra menor número de pessoas sem trabalho desde 2012 e renda média dos trabalhadores bate recorde
Foto: Adobe Stock

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A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,6% no trimestre encerrado em setembro, mantendo-se no menor nível desde 2012, de acordo com a Pnad Contínua, divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (31). O índice recuou 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, que registrou 5,8%, e caiu também na comparação anual, quando estava em 6,4%. No total, 6,045 milhões de pessoas estavam desocupadas, o menor número da série histórica, representando uma queda de 11,8% em relação ao mesmo período de 2024 e 3,3% na comparação trimestral.

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Enquanto isso, a população inserida no mercado de trabalho se manteve estável em 102,4 milhões, alcançando novamente patamar recorde. O nível de ocupação ficou em 58,7%, com o total de trabalhadores ocupados crescendo 0,1% em relação ao trimestre anterior e 1,4% na comparação anual. Entre eles, os empregados com carteira assinada bateram recorde, chegando a 39,229 milhões, e a renda média real habitual dos trabalhadores atingiu R$ 3.507, aumento de 0,3% no trimestre e 4% no ano.

A taxa composta de subutilização da força de trabalho caiu para 13,9%, também a menor da série histórica. Os trabalhadores subocupados por insuficiência de horas caíram para 4,535 milhões, o menor número desde abril de 2016. Já a força de trabalho potencial, formada por pessoas disponíveis para trabalhar, recuou para 5,2 milhões, menor marca desde dezembro de 2015. Para efeito de comparação, esse indicador havia chegado a 13,8 milhões no auge da pandemia, entre maio e julho de 2020.

Além disso, a população desalentada, ou seja, aquelas pessoas que desistiram de procurar emprego, caiu para 2,637 milhões. Esse número é bem menor que o pico de 5,829 milhões registrado entre janeiro e março de 2021, evidenciando a melhora gradual do mercado de trabalho no país.