Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Deputado Júnior Mano é alvo da PF por suspeita de desvio de emendas no Ceará

Mandados são cumpridos em Brasília e no interior cearense após investigação revelar esquema milionário ligado a fraudes em licitações e campanhas eleitorais
Deputado Júnior Mano investigado desvio de emendas
Deputado Júnior Mano investigado desvio de emendas

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A Polícia Federal (PF) realizou, na manhã desta terça-feira (08/07), uma operação que atingiu o deputado federal Júnior Mano (PSB-CE) e outros cinco investigados. A corporação cumpriu mandado de busca e apreensão no gabinete do parlamentar, localizado na Câmara dos Deputados, em Brasília. A ação faz parte de uma investigação que apura o envolvimento de uma organização criminosa em fraudes em licitações e desvio de verbas públicas oriundas de emendas parlamentares destinadas a municípios do Ceará.

De acordo com a PF, o grupo é suspeito de utilizar contratos fraudulentos e processos licitatórios irregulares para desviar dinheiro público, que posteriormente teria sido usado para financiar campanhas eleitorais nas eleições municipais do ano passado. A investigação, que corre sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF), teve início após indícios de movimentações financeiras incompatíveis com a origem dos recursos. Como parte da operação, foram expedidos 15 mandados de busca e apreensão pelo ministro Gilmar Mendes, do STF.

As buscas se estenderam a endereços ligados ao deputado Júnior Mano em Brasília e também a imóveis localizados nos municípios cearenses de Fortaleza, Nova Russas, Eusébio, Canindé e Baixio. Além disso, o STF autorizou a quebra de sigilo de celulares apreendidos durante a operação e determinou o bloqueio de R$ 54,6 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas envolvidas na investigação. O objetivo dessas medidas é interromper a movimentação de valores com origem ilícita e garantir a preservação dos recursos, caso seja necessário reverter os danos causados ao erário.

A Controladoria-Geral da União (CGU) prestou apoio técnico à operação, reforçando a apuração das possíveis fraudes em contratos públicos e o rastro deixado pelas verbas desviadas. Em nota, a assessoria do deputado Júnior Mano afirmou que ele “não tem qualquer participação em processos licitatórios, ordenação de despesas ou fiscalização de contratos administrativos”. Apesar disso, as investigações seguem para apurar o grau de envolvimento de cada um dos suspeitos e esclarecer como as emendas parlamentares foram redirecionadas para beneficiar campanhas políticas.