Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Deputado Gilson Marques diz que sofreu “sapatênis fobia” em discussão com Duda Salabert

Discussão sobre o termo “justiça climática” no projeto de lei provoca troca de ironias entre a deputada do PDT e o parlamentar do Novo na Câmara
Gilson Marques diz que sofreu "sapatênis fobia" em discussão com Duda Salabert
Gilson Marques diz que sofreu "sapatênis fobia" em discussão com Duda Salabert Fotos: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

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O deputado federal Gilson Marques (Novo-SC) afirmou ter sido vítima de “sapatênis fobia” após uma troca de críticas com a deputada Duda Salabert (PDT-MG) durante uma sessão na Câmara dos Deputados. A polêmica começou quando Duda chamou o partido Novo de “bolsonarismo de sapatênis” ao criticar a tentativa da legenda de retirar a expressão “justiça climática” do Projeto de Lei 2.809/2024, que propõe políticas de conscientização e educação sobre desastres climáticos.

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Durante o debate, a parlamentar mineira afirmou que o Novo queria excluir do texto um termo essencial para o combate às mudanças climáticas. “Olha que vergonha. O partido Novo, que é um bolsonarismo de sapatênis, quer retirar do texto a palavra ‘justiça climática’. Não há justiça social sem justiça climática. Então, nós orientamos a manutenção do texto e deixamos claro nosso repúdio a esse partido nanico chamado Novo”, declarou Duda.

No plenário e também em suas redes sociais, Gilson Marques reagiu à fala da colega. O deputado ironizou a situação e disse ter sofrido preconceito por usar o calçado, chamando o episódio de “sapatênis fobia”. Em seu perfil, ele escreveu: “A deputada Duda, do partido do Lupi, envolvido em escândalos com aposentados, criticou a escolha de alguns membros do Novo que supostamente usam sapatênis. Ora, logo a Duda, cujas escolhas estéticas todos conhecem. Basta olhar suas vestimentas para avaliar o que é positivo ou negativo. Eu quero usar o calçado que desejar, assim como ela pode usar a roupa que quiser. Não vou criticá-la por isso”.

Em resposta, Duda Salabert disse nas redes que o deputado “não entendeu a ironia” e que faltou a ele interpretação de texto. Segundo ela, a expressão “bolsonarismo de sapatênis” foi uma metáfora para caracterizar o Novo como um partido alinhado ao bolsonarismo, mas com uma “embalagem mais gourmet”. “Estou querendo dizer que o partido Novo é bolsonarista, só que com uma roupagem diferente, com uma embalagem diferente, mais gourmet, um sapatênis. Só que os deputados do partido Novo não entenderam o sarcasmo e levaram a frase ao pé da letra”, rebateu.