Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Daniel Vorcaro é preso pela PF em nova fase da Operação Compliance Zero

Investigação apura venda de títulos de crédito falsos, STF autoriza prisões e Justiça bloqueia até R$ 22 bilhões em bens do grupo investigado
Daniel Vorcaro é preso pela PF em nova fase da Operação Compliance Zero
Daniel Vorcaro é preso pela PF em nova fase da Operação Compliance Zero - Foto: Fábio Vieira/ Estadão

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O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso novamente na manhã desta quarta-feira (04/04) pela Polícia Federal, em São Paulo, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que assumiu a relatoria do caso no mês passado.

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De acordo com a Polícia Federal, a operação tem como foco a “possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”. O nome da operação, por sua vez, faz referência à suposta ausência de controles internos nas instituições envolvidas, o que teria facilitado crimes como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado. As investigações contaram ainda com o apoio do Banco Central do Brasil.

Além de Daniel Vorcaro, o cunhado dele, Fabiano Zettel, também foi alvo de mandado de prisão preventiva e se entregou na Superintendência da PF. Outros dois mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão foram expedidos pelo STF em São Paulo e Minas Gerais. Ao mesmo tempo, a Justiça determinou o afastamento de cargos públicos e o sequestro e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos ligados ao grupo investigado e preservar valores que possam ter relação com as práticas apuradas.

A defesa de Vorcaro afirmou que ele “sempre esteve à disposição das autoridades” e que “jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça”. Além disso, negou “categoricamente as alegações atribuídas” a ele e declarou confiar “que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta”, reforçando a “confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições”. Já a defesa de Fabiano Zettel informou que, “em que pese não ter tido acesso ao objeto das investigações, Fabiano está à inteira disposição das autoridades”.