Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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CPMI do INSS convoca dono do Banco Master e governador Romeu Zema em investigação dos consignados

Decisão da comissão amplia o alcance das apurações, inclui quebra de sigilos de Daniel Vorcaro e aprova ouvir o governador mineiro
CPMI do INSS convoca dono do Banco Master e governador Romeu Zema
CPMI do INSS convoca dono do Banco Master e governador Romeu Zema - Foto: Agência Brasil / Reprodução Youtube

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A CPMI do INSS aprovou, nesta quinta-feira (04/12), a convocação do dono do Banco Master, Daniel Bueno Vorcaro, além da quebra de seus sigilos telemático, bancário e fiscal. A comissão também decidiu convocar o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). As duas decisões fazem parte da investigação sobre possíveis irregularidades na oferta de empréstimos consignados para aposentados e pensionistas do INSS, um dos focos centrais dos trabalhos. Vorcaro, presidente do Banco Master, chegou a ser preso e depois liberado, acusado de envolvimento em fraudes no mercado financeiro que podem chegar a R$ 12 bilhões, segundo a Polícia Federal.

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O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou que a convocação de Vorcaro é importante porque o Banco Master está entre os que mais acumulam reclamações sobre consignados registradas na Senacon. A comissão também aprovou o envio do relatório de inteligência financeira do Coaf sobre movimentações bancárias do empresário. Além disso, os parlamentares aprovaram a convocação de dirigentes dos bancos Daycoval, Pan, Agibank e BMG, mas rejeitaram os pedidos para ouvir executivos do Santander, Crefisa, C6 e da Zema Financeira.

Mesmo com a rejeição à convocação dos dirigentes da Zema Financeira, a CPMI aprovou, em votação separada, o requerimento para ouvir o governador Romeu Zema. O pedido foi apresentado pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), que argumenta que a financeira ligada à família do governador foi uma das beneficiárias da Medida Provisória 1.106 de 2022, editada pelo governo Jair Bolsonaro, que autorizou empréstimos consignados para beneficiários do Bolsa Família, então chamado de Auxílio Brasil. Segundo o deputado, a financeira foi uma das poucas autorizadas pelo Banco Central a operar uma linha de crédito que desconta prestações diretamente do benefício, podendo comprometer até 40% do valor pago às famílias em situação de vulnerabilidade.

Zema enviou nota à comissão pedindo para não ser convocado e informou que deixou a Zema Financeira após ser eleito governador em outubro de 2018. Correia, no entanto, rebateu dizendo que a saída ocorreu por exigência da legislação, mas que o governador continua como acionista. Ele afirmou que Romeu Zema mantém 16,41% das ações e que o restante está nas mãos de Ricardo Zema (51%), Romero Zema (16,41%) e Luciana Zema (16,18%), somando 100% das ações da família.