Ouça este conteúdo
A Corregedoria da Polícia Militar prendeu, nesta sexta-feira (28/11), cinco policiais militares do Batalhão de Choque suspeitos de crimes cometidos durante a megaoperação realizada em 28 de outubro nos complexos da Penha e do Alemão. As investigações, que analisaram imagens de câmeras corporais, apontam que os agentes teriam furtado um fuzil e peças de uma caminhonete. Segundo a Corregedoria, a arma seria revendida a criminosos.
Fique por dentro! Receba as notícias do G5 Minas em primeira mão no WhatsApp.
Os PMs detidos foram identificados como o subtenente Marcelo Luiz do Amaral e os sargentos Eduardo Oliveira Coutinho, Charles William Gomes dos Santos, Marcus Vinicius Ferreira Silva Vieira e Diogo da Silva Souza. De acordo com o órgão, as gravações mostram o furto de peças de uma Fiat Toro, além do suposto desmanche de armamentos. As imagens revelam que o subtenente Marcelo Luiz do Amaral autorizou o sargento Eduardo Oliveira Coutinho a retirar partes do veículo, como a tampa de cobertura do motor, um farol dianteiro e capas de retrovisores.
As imagens mostram o subtenente Marcelo, superior hierárquico do sargento, afirmando por duas vezes: “A hora é essa!”. E as peças foram levadas para a viatura policial. Conversas anteriores entre os militares, ainda segundo o material analisado, indicam que Coutinho já tratava de desmontar objetos e colocá-los na própria mochila, com diálogos sugerindo a retirada dos itens em local deserto.
Ao todo, dez militares do Choque estão sob investigação. Embora cinco tenham sido presos, outros cinco tiveram as casas alvo de buscas. A corporação afirmou que não compactua com desvios de conduta e que todos os mandados de prisão determinados pela Justiça foram cumpridos.







