Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Corpo de corretora desaparecida é encontrado em mata de Caldas Novas

Síndico e filho são presos após investigação apontar homicídio de mineira que sumiu dentro do próprio prédio
Corpo de corretora desaparecida é encontrado em mata de Caldas Novas
Corpo de corretora desaparecida é encontrado em mata de Caldas Novas - Foto: Reprodução/ TV Globo

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A Polícia Civil de Goiás encontrou, na madrugada desta quarta-feira (28/01), o corpo da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, em uma área de mata em Caldas Novas (GO). O síndico Cléber Rosa de Oliveira e o filho dele foram presos, ainda durante a madrugada, suspeitos de envolvimento no homicídio da corretora mineira, que estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025. Daiane foi vista pela última vez ao descer pelo elevador do prédio onde morava, no Condomínio Amethist Tower, no sul do estado.

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O caso era investigado por uma força-tarefa e mobilizou autoridades de segurança desde o desaparecimento da vítima. Na ocasião, Daiane desceu até o subsolo do edifício para verificar uma queda de energia elétrica em seu apartamento. Depois disso, ela não foi mais vista. As imagens das câmeras de segurança mostram a corretora descendo pelo elevador, conversando com um vizinho e com o porteiro. No entanto, não há registros dela retornando, e os investigadores identificaram um intervalo de cerca de dois minutos sem gravação justamente no momento em que ela voltaria ao subsolo. Desde então, Daiane desapareceu dentro do próprio prédio e não foi vista novamente por ninguém.

Foto: Arquivo pessoal/Nilse Alves Pontes

Além disso, Daiane chegou a gravar o trajeto com o celular para enviar a uma amiga. Porém, o último vídeo, registrado já na área técnica do prédio, nunca foi entregue à destinatária. Esse detalhe passou a ser considerado relevante para a investigação, principalmente diante do histórico de conflitos entre a corretora e o síndico do condomínio.

Antes mesmo da localização do corpo, o Ministério Público de Goiás já havia denunciado Cléber Rosa de Oliveira por perseguição contra Daiane. Segundo a promotoria, ele teria perseguido a corretora de forma reiterada, com ameaças à integridade física e psicológica, além de restringir sua liberdade de locomoção e perturbar sua privacidade. As desavenças começaram em novembro de 2024, após um conflito relacionado à gestão de imóveis dentro do condomínio.

De acordo com a denúncia, Daiane administrava unidades no prédio e, em uma das locações, alugou um apartamento para duas famílias, totalizando nove pessoas, número acima do permitido pelo regimento interno. A partir disso, os conflitos se intensificaram. A investigação também aponta que a corretora movia 12 processos judiciais contra o síndico, incluindo acusações de perseguição, sabotagem no fornecimento de água e energia e uma agressão física registrada em fevereiro de 2025. O inquérito policial segue sob sigilo para a conclusão dos laudos periciais e o esclarecimento completo da motivação do crime.