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O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) divulgou nesta sexta-feira (12/12) um vídeo em que mostra Jair Bolsonaro durante uma crise de soluço, enquanto dorme. As imagens, publicadas nas redes sociais, foram usadas para expor o estado de saúde do ex-presidente, que está preso na sede da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. Logo no início da postagem, Carlos afirma que o quadro clínico do pai estaria se agravando com o tempo, o que motivou a divulgação do material.
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Ainda segundo Carlos Bolsonaro, a decisão de tornar o vídeo público foi difícil e emocionalmente dolorosa. No entanto, de acordo com ele, a situação não poderia mais ser ignorada. No texto que acompanha a imagem, o ex-vereador relata que não pretendia expor Jair Bolsonaro dessa forma, mas considerou necessário mostrar o que descreve como uma realidade vivida diariamente durante as visitas ao pai.
“Eu não pretendia tornar público um vídeo que expõe meu pai em mais uma situação terrível como os reflexos da facada que levou de antigo integrante do PSOL – o fato exposto registrado antes da sua prisão arbitrária se faz necessário e me dilacera de forma que não sei explicar – porque é doloroso demais encarar aquilo que meus próprios olhos veem diariamente, quando estou com ele. Mas a realidade é impossível de ignorar”, escreveu Carlos em suas redes sociais.
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Na sequência, o filho do ex-presidente afirmou que Jair Bolsonaro precisa de acompanhamento médico constante e alertou para riscos à vida caso esses cuidados não sejam mantidos. “Ele precisa de cuidados especiais 24 horas por dia, e sua condição só piora. Existem episódios muito mais graves do que os que aparecem nesse vídeo, e eles representam risco real e imediato à sua vida. Se ele broncoaspirar por causa do refluxo constante, ele pode morrer com a crescente pressão sofrida paulatinamente nos últimos tempos. Sem cuidados médicos contínuos, acompanhamento ininterrupto e ambiente adequado, estamos diante de uma tragédia anunciada”, finalizou Carlos.
Diante desse cenário, a defesa de Jair Bolsonaro solicitou nesta semana ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a transferência do ex-presidente para o regime domiciliar, alegando problemas de saúde. O ministro determinou a realização de uma perícia médica, com prazo de 15 dias, para avaliar as condições clínicas do ex-mandatário.







