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Um homem britânico de 22 anos foi preso na Disneyland Paris no último sábado (21/06) após organizar uma cerimônia de casamento com uma menina ucraniana de apenas 9 anos, no icônico castelo da Bela Adormecida. O evento, que custou cerca de 130 mil dólares e envolveu decoração típica, bolo, músicos e mais de cem convidados, revoltou funcionários do parque que imediatamente acionaram a polícia francesa ao perceberem o teor da celebração. A criança, vestida como noiva e usando salto alto, foi apresentada como “noiva” durante o ato.
Segundo as autoridades, o parque havia sido fechado especialmente para a realização da cerimônia, que contava com a presença de familiares da menina. A mãe da criança, uma ucraniana de 41 anos, também foi detida no local. A promotoria francesa informou que, além dos dois, outros dois cidadãos letões — de 55 e 24 anos — também foram presos. Um deles afirmou à imprensa local que foi contratado para interpretar o “pai da noiva” por 12 mil euros e só descobriu a idade da criança ao chegar ao local.
O suposto noivo alegou aos policiais que a cerimônia não era real, mas sim uma encenação para um vídeo que seria divulgado nas redes sociais. De acordo com a rede francesa BFM, havia cerca de cem pessoas esperando pelo início do evento. Câmeras de segurança flagraram toda a movimentação. O Ministério Público francês já abriu uma investigação criminal para apurar os fatos.
Os participantes do evento foram recrutados via internet, com anúncios que pediam 200 adultos e 100 crianças entre cinco e 15 anos, todos para atuar como figurantes em um suposto ensaio. Eles foram levados de ônibus do centro de Paris até a Disneyland por volta das 5h da manhã e, ao chegarem, receberam pulseiras rosas com os nomes “noiva e noivo”, além de orientações para manter total sigilo sobre as filmagens.
Até o momento, exames médicos confirmaram que a criança não sofreu violência física. No entanto, as autoridades continuam investigando as circunstâncias e as motivações por trás do evento, que envolveu adultos de diferentes nacionalidades. O caso levanta debate internacional sobre segurança infantil, exploração e responsabilidade criminal em eventos envolvendo menores de idade.







