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O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) atingiu nesta quinta-feira (03/07) a marca de R$ 2 trilhões em impostos pagos pelos brasileiros em 2025. O número chama a atenção não apenas pelo volume, mas também pela antecipação: o valor foi alcançado 19 dias antes do registrado em 2024, sinalizando um aumento de 11,1% na arrecadação tributária em relação ao mesmo período do ano passado.
De acordo com o economista Ulisses Ruiz de Gamboa, do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV) da ACSP, a aceleração na arrecadação está diretamente ligada ao aquecimento da atividade econômica. Além disso, ele ressalta que a inflação contribui para o aumento da base de cálculo de tributos, já que eleva os preços de bens e serviços, impactando diretamente no volume arrecadado por estados, municípios e União.
Outro fator que explica a marca bilionária é o efeito prolongado das medidas fiscais aprovadas em 2024, que ainda estão em vigor e fortalecem a receita tributária. Mesmo assim, Ruiz de Gamboa destaca que as perspectivas para o restante de 2025 são menos otimistas. A combinação entre juros altos e desaceleração do consumo pode limitar o ritmo de crescimento da arrecadação nos próximos meses.
Apesar dos números expressivos, o volume arrecadado ainda é alvo de críticas por parte da população, que cobra mais transparência na aplicação dos recursos públicos. O Impostômetro, instalado na sede da ACSP, tem como objetivo justamente dar visibilidade ao impacto da carga tributária no dia a dia dos brasileiros e estimular o debate sobre a eficiência do gasto público.







