Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Bolsonaro se posiciona após rumores de fuga e declara apego à família

Ex-presidente enfrenta desgaste interno com a família e, nos bastidores de Brasília, sua condenação é tratada como quase certa

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou publicamente que planeje deixar o Brasil, apesar das investigações em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que podem levá-lo a uma condenação. Em postagem nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que não pretende fugir do país e que, se for condenado, cumprirá eventual pena em território nacional para continuar ao lado da esposa, Michelle Bolsonaro, e dos filhos. A declaração foi publicada após uma série de boatos sobre sua possível mudança para os Estados Unidos.

Segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, os rumores foram atribuídos a um suposto vazamento feito por seus filhos, Carlos e Eduardo Bolsonaro. Eduardo está nos Estados Unidos desde março, o que aumentou as especulações sobre um possível exílio voluntário do ex-presidente. No entanto, Bolsonaro reforçou que não cogita sair do Brasil, e Michelle teria ficado revoltada com as insinuações, atribuindo a origem dos boatos aos próprios filhos do ex-presidente.

Michelle Bolsonaro também reforçou a posição do marido, alegando que ele não cometeu crime algum e, portanto, não teria por que fugir. O clima de tensão entre os filhos e a ex-primeira-dama, conforme a coluna, ficou evidente nos bastidores.

As especulações sobre uma possível fuga surgem em um momento delicado para o ex-presidente, que virou réu no STF por suposta participação em uma tentativa de golpe de Estado. Caso condenado, especialistas apontam que Bolsonaro dificilmente será preso em regime fechado, devido à sua idade e a problemas de saúde, como a esofagite intensa que o acompanha desde o atentado que sofreu em 2018. O artigo 117 da Lei de Execução Penal prevê a possibilidade de prisão domiciliar para pessoas nessa condição.

Fontes indicam que, mesmo se for condenado a uma pena superior a oito anos, o que normalmente exige regime fechado, a tendência em Brasília é de que a Justiça autorize prisão domiciliar. Esse cenário, ainda que incerto, é tratado como o mais provável.