Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Bolsonaro pede a Moraes autorização para receber Nikolas Ferreira após caminhada a Brasília

Ex-presidente solicita visita do deputado e de aliados do PL na Papudinha dias após ato político de 240 km
Foto: Douglas Magno/ AFP

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Cinco dias após o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) concluir uma caminhada de 240 quilômetros até Brasília, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorização para recebê-lo no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. O pedido foi feito nesta sexta-feira (30/01) e, segundo Bolsonaro, a visita tem como objetivo promover um “diálogo direto” com o parlamentar, que é pré-candidato à reeleição.

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A caminhada de Nikolas começou em Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais, e teve como foco mobilizar apoiadores de Bolsonaro contra o que o deputado classificou como “desumanização” dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, relacionados à tentativa de golpe de Estado. Além disso, Bolsonaro também pediu autorização para receber os senadores Carlos Portinho (PL-RJ) e Bruno Bonetti (PL-RJ), assim como o deputado federal Sanderson (PL-RS), reforçando a necessidade de diálogo com aliados políticos.

Na quinta-feira (29), Alexandre de Moraes autorizou outras visitas ao ex-presidente, incluindo o senador Wilder Morais (PL-GO), os deputados federais Cabo Gilberto (PL-PB) e Hélio Lopes (PL-RJ), além do ex-secretário de Assuntos Fundiários Nabhan Garcia. Por outro lado, o ministro manteve o veto às visitas do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e do senador Magno Malta (PL-ES).

Atualmente, Bolsonaro pode receber visitas às quartas-feiras e aos sábados, em três horários: das 8h às 10h, das 11h às 13h e das 14h às 16h. Inicialmente, as visitas ocorreriam às quintas-feiras, porém o dia foi alterado após pedido da comandante-geral da PMDF, Ana Paula Habka, por motivos de segurança institucional. A última visita de Nikolas ao ex-presidente ocorreu em 21 de novembro, ainda durante a prisão domiciliar, pouco antes de Bolsonaro ser preso preventivamente pela Polícia Federal, sob suspeita de tentativa de fuga após violar a tornozeleira eletrônica.