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O ex-presidente Jair Bolsonaro irá passar por um novo procedimento médico nesta segunda-feira (29/12), em Brasília, para concluir o bloqueio do nervo frênico, intervenção indicada após crises intensas e persistentes de soluço. O tratamento ocorre no Hospital DF Star e, conforme a equipe médica, será feito em duas etapas por segurança respiratória, evitando riscos durante a anestesia.
O procedimento começou no sábado (27), com o bloqueio do nervo frênico do lado direito, e precisa ser finalizado com a intervenção no lado esquerdo. Segundo os médicos, essa divisão é necessária para impedir a chamada dessaturação, que é a queda do nível de oxigênio no sangue. Isso poderia ocorrer caso os dois lados do diafragma fossem afetados ao mesmo tempo pela anestesia, comprometendo a respiração do paciente.
De acordo com o cardiologista Brasil Ramos Caiado, a equipe tentou inicialmente controlar o quadro com medicamentos e outras abordagens clínicas. No entanto, na sexta-feira (26), Bolsonaro apresentou uma crise prolongada de soluço, considerada severa, que o impediu de dormir e o deixou abatido no dia seguinte. Mesmo com o aumento significativo da dosagem dos remédios, não houve resposta, o que levou à decisão pela intervenção física.
Nos pedidos encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF), os advogados de Jair Bolsonaro destacaram que o ex-presidente possui comorbidades que exigem acompanhamento contínuo, como hipertensão, refluxo, apneia do sono, crises recorrentes de soluço e anemia. Além disso, foi apresentado um exame do sono que apontou dados relevantes sobre sua condição respiratória noturna.
Segundo o laudo anexado à petição, Bolsonaro parou de respirar 514 vezes durante o sono, registrou 470 episódios de apneia, com duração entre 10 e 25 segundos, e apresentou roncos de moderada a alta intensidade, reforçando a necessidade de cautela nos procedimentos anestésicos.







