Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Bolsonaro chora em prisão domiciliar e desabafa que sua vida já acabou

Em visita de quatro horas, vice-prefeito de São Paulo relata emoção do ex-presidente, que disse estar sendo enterrado vivo antes do julgamento no STF
Bolsonaro chora ao receber visita: “Minha vida já acabou”
Bolsonaro chora ao receber visita: “Minha vida já acabou”

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Em prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chorou ao receber a visita do vice-prefeito de São Paulo, coronel Ricardo Mello Araújo (PL). O encontro, que durou cerca de 4 horas, foi marcado por desabafos sobre sua trajetória militar e política. Durante a conversa, Bolsonaro, aos 70 anos e prestes a enfrentar julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou: “Minha vida já acabou”.

Segundo Mello Araújo, a intenção da visita era animar o ex-presidente, que está sob vigilância integral. Ao portal Metrópoles, o coronel relatou que buscou relembrar episódios de superação já enfrentados por Bolsonaro, como a facada em 2018 e um acidente durante salto de paraquedas. “Quando fui visitá-lo, fui para deixá-lo animado. Cheguei, abracei. Sentamos e ficamos das 14h às 18h conversando. Ele começou a contar a história da vida dele, do Exército até a presidência. E eu jogando ele para cima”, contou.

Ainda de acordo com o vice-prefeito, Bolsonaro demonstrou emoção ao refletir sobre a idade e a possibilidade de condenação. “Ele disse: ‘Estou com 70 anos, a minha vida já acabou’. E se emocionou. Eu disse que não, que ele ainda está no jogo. Eu disse que ele será filme de Hollywood, que vai ter um final feliz. A gente tem essa convicção. Eu disse que Deus vai intervir. Algum fato novo vai mudar tudo isso”, relatou Mello Araújo.

O coronel também comentou sobre a saúde do ex-presidente, afirmando ter sugerido exercícios físicos para enfrentar o período de reclusão. “Eu montei um treino físico para ele se exercitar em casa, na esteira. Ele respondeu que não dava, mas que faria depois.” No entanto, Bolsonaro recusou naquele momento.

Às vésperas de ser julgado por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro, segundo Mello Araújo, não tem se concentrado em disputas eleitorais. “Ele não está com cabeça em eleição. Por isso, acho sacanagem o pessoal querer o espólio eleitoral dele. Estão enterrando ele vivo. Querem 40 anos nas costas dele. Fui lá para levantar o ânimo dele. Fico indignado de ver tanto bandido sendo solto — traficante, homicida, ladrão — e Bolsonaro preso”, declarou o vice-prefeito.