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A Região Metropolitana de Belo Horizonte voltou a registrar a maior inflação acumulada entre as capitais brasileiras, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados nesta quinta-feira (10/07) pelo IBGE. Em junho, o índice na capital mineira foi de 0,53%, mais que o dobro da média nacional, que ficou em 0,24%. Com isso, Belo Horizonte lidera novamente o ranking de maior inflação acumulada em 12 meses, com alta de 5,70%, enquanto a média nacional é de 5,35%.
A principal responsável por esse aumento foi a energia elétrica residencial, que subiu 8,57% no mês, impactada pela ativação da bandeira vermelha patamar 1. Sozinha, a energia respondeu por 0,33 ponto percentual da inflação registrada em BH. Além disso, gastos com aluguel (0,82%) e gasolina (1,56%) também pressionaram o orçamento dos consumidores da região. No entanto, o destaque entre as maiores altas ficou com o transporte por aplicativo, que avançou impressionantes 14,52% em apenas um mês.
Mesmo com os aumentos em serviços essenciais, o grupo Alimentação e bebidas apresentou deflação de 0,45%, trazendo algum alívio para quem vai às compras. Produtos como batata-inglesa (-9,68%), ovo de galinha (-6,62%), arroz (-4,00%) e café moído (-2,55%) ficaram mais baratos. Essa queda, embora positiva, não foi suficiente para conter a inflação geral da capital.
Confira os 10 itens que mais subiram em BH em junho:
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Transporte por aplicativo: +14,52%
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Manga: +14,41%
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Energia elétrica residencial: +8,57%
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Táxi: +6,54%
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Passagem aérea: +5,19%
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Pão de forma: +4,80%
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Peixe – tilápia: +4,02%
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Costela: +3,28%
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Mandioca (aipim): +3,01%
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Sardinha em conserva: +2,96%
Veja os 10 itens que mais caíram em BH em junho:
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Cenoura: -17,26%
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Laranja-lima: -15,86%
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Laranja-pera: -14,96%
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Batata-inglesa: -9,68%
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Colchão: -7,95%
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Ovo de galinha: -6,62%
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Brócolis: -6,55%
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Uva: -5,87%
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Linguiça: -4,52%
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Arroz: -4,00%







