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A Polícia Civil de Minas Gerais investiga a morte de um bebê de 11 meses em Belo Horizonte, ocorrida no sábado (31/01), após a criança dar entrada na UPA Oeste com ferimentos graves. O caso é tratado como suspeita de maus-tratos, e o pai do menino, de 22 anos, foi preso depois de apresentar versões contraditórias sobre o que teria acontecido no imóvel da família, no bairro Nova Cintra, na região Oeste da capital.
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De acordo com o registro policial, os médicos da unidade de saúde desconfiaram dos ferimentos, que não eram compatíveis com o relato inicial do pai, segundo o qual o bebê teria caído da cama enquanto dormia. A Polícia Militar foi acionada por volta das 17h20. O menino chegou a passar por manobras de reanimação, mas não resistiu e teve a morte confirmada pouco depois do atendimento.
Ainda conforme informado pela equipe médica, quando a criança tinha cerca de quatro meses, já havia sido levada à mesma UPA após uma suposta queda da cama. Na ocasião, o quadro evoluiu para uma hidrocefalia, o que aumentou a desconfiança dos profissionais diante da nova ocorrência. Diante disso, os policiais foram até o pai, que afirmou que havia deixado o filho dormindo na cama e saiu para atender a um chamado na porta de casa. Ao retornar, segundo ele, o bebê estaria no chão e apresentando convulsão.
No entanto, após ouvir a mãe da criança, a PM identificou inconsistências no horário e na dinâmica dos fatos narrados pelo homem. Questionado novamente, ele mudou a versão e disse que encontrou o filho chorando e que a queda teria ocorrido quando tentava colocá-lo de volta na cama. Diante das contradições e da incompatibilidade entre os ferimentos e os relatos, o jovem foi preso em flagrante por suspeita de maus-tratos.
A perícia da Polícia Civil esteve na residência da família, na rua Sêneca, no bairro Nova Cintra, onde realizou os primeiros levantamentos. O caso segue sob investigação, e, até o momento, a Polícia Civil não divulgou novos detalhes sobre o andamento do inquérito.







