Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Banco Master é liquidado após prisão de Daniel Vorcaro pela Polícia Federal

Decisão do Banco Central bloqueia bens dos controladores, interrompe negociações e ocorre após a PF deter o empresário quando tentava fugir para Malta
Daniel Vorcaro é preso e Banco Master entra em liquidação extrajudicial
Daniel Vorcaro é preso e Banco Master entra em liquidação extrajudicial - Foto: Divulgação/ Banco Master

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O empresário mineiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso pela Polícia Federal enquanto tentava deixar o Brasil, e um dia depois, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master nesta terça-feira (18/11). A decisão também tornou indisponíveis os bens dos controladores e ex-administradores da instituição, interrompendo imediatamente qualquer negociação de compra em andamento. A prisão ocorreu na noite de segunda-feira (17), no aeroporto de Guarulhos, quando Vorcaro tentava embarcar em um avião particular com destino a Malta.

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A Polícia Federal afirma que ele é alvo de uma operação que investiga a emissão de títulos de crédito falsos. Segundo os investigadores, o Banco Master oferecia CDBs com promessa de retorno até 40% acima da taxa básica do mercado, algo considerado irreal. CDB, ou Certificado de Depósito Bancário, é um investimento de renda fixa em que o investidor empresta dinheiro ao banco e recebe juros previamente definidos ou atrelados a indicadores, como o CDI. Após ser detido, Vorcaro foi levado para a Superintendência da PF em São Paulo.

Com a liquidação extrajudicial, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) passou a ser responsável pelo ressarcimento dos investidores, limitando o pagamento a R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição, com teto de R$ 1 milhão a cada quatro anos. Quem possuía valores acima desses limites no Banco Master não será ressarcido. A instituição negociava a venda para o grupo Fictor, que previa um aporte imediato de R$ 3 bilhões com participação de investidores dos Emirados Árabes Unidos, porém a operação ainda dependia de aprovação do Banco Central e do Cade.

A PF antecipou a prisão de Vorcaro após identificar risco de fuga. Ele esteve no banco na tarde de segunda-feira e, após a divulgação do comunicado sobre a venda, deixou o local de helicóptero rumo ao aeroporto de Guarulhos. De lá, seguiu diretamente para o terminal da aviação executiva para embarcar no voo internacional. Para os investigadores, a fuga ocorreu não por ele saber da operação prevista para esta terça, mas para se afastar do país após a notícia da venda vir à tona.

A operação Compliance Zero cumpriu seis dos sete mandados de prisão, além de 25 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.