Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Autópsia revela causa da morte de brasileira após dupla queda em penhasco na Indonésia

Informações divulgadas nesta sexta mostram que Juliana Marins morreu minutos depois de ser arrastada por terreno instável até novo ponto de impacto

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As autoridades da Indonésia divulgaram nesta sexta-feira (27/06) o resultado da autópsia da turista brasileira Juliana Marins. Segundo os legistas, ela morreu por hemorragia causada por traumas internos e fraturas ósseas, tendo levado cerca de 20 minutos para falecer após o início do sangramento. A hemorragia fatal provavelmente ocorreu após a segunda queda da jovem do penhasco no vulcão Rinjani, já que imagens feitas por drones mostraram que ela estava viva e se movendo logo após cair na sexta-feira (20/06).

Devido ao solo arenoso da região, Juliana deslizou até sofrer uma segunda queda na segunda-feira (23), quando foi encontrada entre as pedras, quase 1 km distante do ponto da queda inicial. Segundo os legistas, os ferimentos mais graves estavam na caixa torácica e nas costas, consequência das fraturas e traumas dessa segunda queda. Além disso, descartaram hipotermia como causa da morte, pois não havia sinais de lesões teciduais típicas nos dedos.

O falecimento de Juliana Marins provocou grande comoção nas redes sociais, com muitos brasileiros e familiares acusando o governo indonésio de negligência durante o resgate. No entanto, o porta-voz da equipe de resgate explicou na mesma coletiva de imprensa que revelou os detalhes da autópsia de Juliana, que a operação enfrentou desafios devido ao clima instável e à forte nebulosidade na região, dificultando a ação rápida. Ele ressaltou que o resgate começou imediatamente após o chamado, mas exigiu calma e planejamento para evitar riscos a outras pessoas envolvidas.

O resultado final da autópsia, que inclui exames toxicológicos, deve ser divulgado em até duas semanas, completando o laudo oficial sobre a tragédia que parou o Brasil.