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A audiência de custódia de Jair Bolsonaro, marcada para este domingo (23/11), às 12h, definirá se o ex-presidente seguirá em prisão preventiva ou se poderá cumprir medidas alternativas. O procedimento, que será realizado por videoconferência na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, é decisivo porque avalia a legalidade da prisão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e já coloca em debate as condições em que Bolsonaro permanecerá detido.
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Na decisão que decretou a prisão preventiva, Moraes também revogou todas as visitas previamente autorizadas, inclusive a do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), além de determinar atendimento médico integral ao ex-presidente. As visitas estavam programadas para ocorrer ao longo das próximas semanas, como a ida do governador Cláudio Castro (PL) no dia 26, o encontro com Derrite em 1º de dezembro e a visita do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 10 de dezembro. Também estavam previstas as presenças do governador Ronaldo Caiado (União), em 9 de dezembro, e do deputado Sanderson (PL-RS), no dia 11.
Apesar dessas revogações, Bolsonaro ainda recebeu a visita do deputado federal Nikolas Ferreira nesta sexta-feira (21/11), antes das novas determinações entrarem em vigor. A mudança no calendário de visitas ocorre em meio às discussões no Congresso sobre o PL Antifacção, já que Bolsonaro poderia se reunir com Derrite, relator da proposta, pouco antes da votação.
Enquanto isso, Bolsonaro permanece em uma sala especial na Superintendência da PF em Brasília, com cerca de 12 metros quadrados e estrutura compatível com a chamada “sala de Estado-Maior”. O espaço conta com cama de solteiro, cadeira, armário, escrivaninha, televisão, frigobar, ar-condicionado e banheiro privado, além de não possuir grades nem portas de ferro. A legislação garante esse tipo de acomodação para autoridades com prerrogativa de função, justamente para assegurar condições dignas e reduzir riscos à integridade física do preso.
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