Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Atlético afasta Daniel Vorcaro após prisão em investigação de fraudes bilionárias

O dirigente da SAF do Galo foi retirado do Conselho após ser preso em operação que apura emissão de títulos fraudulentos ligados ao Banco Master
Foto: Reprodução/ Banco Master/ Atlético-MG

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O Atlético Mineiro anunciou o afastamento de Daniel Vorcaro do Conselho de Administração da SAF após a prisão do empresário por suspeita de fraudes financeiras de até R$ 12 bilhões, investigadas pela Polícia Federal. A decisão, tomada em Assembleia Geral Extraordinária, foi divulgada pelo clube nesta quarta-feira (26/11). A defesa de Vorcaro nega as acusações. Segundo o Atlético, o impedimento está ligado aos fatos que se tornaram públicos e que, conforme as normas internas de governança, inviabilizam o exercício das funções do dirigente.

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No comunicado, o clube afirmou que o assento de Vorcaro no Conselho permanecerá vazio até nova deliberação da Assembleia Geral de Acionistas. A SAF também reforçou compromisso com transparência e responsabilidade institucional ao destacar que mantém as melhores práticas de gestão.

A prisão de Daniel Vorcaro ocorreu durante uma operação da Polícia Federal deflagrada na segunda-feira (21), que investiga um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos atribuídos ao Banco Master. As apurações indicam que a instituição, até então dirigida pelo empresário, teria criado papéis sem lastro ou com informações manipuladas, apresentados ao mercado como ativos legítimos. A PF apura crimes como gestão fraudulenta, gestão temerária, falsidade documental e organização criminosa.

A investigação começou em 2024 após pedido do Ministério Público Federal e identificou uma estrutura interna organizada dentro do banco para sustentar o esquema. Esses títulos suspeitos chegaram a ser vendidos a outra instituição financeira e, depois de fiscalização do Banco Central, teriam sido substituídos por novos ativos sem avaliação técnica adequada. A operação cumpriu sete mandados de prisão e 25 de busca e apreensão em vários estados.

A detenção do empresário aconteceu poucas horas depois de um consórcio anunciar a compra do Banco Master, em um negócio que incluiria um aporte inicial de R$ 3 bilhões com participação de investidores dos Emirados Árabes Unidos. A operação dependia do aval do Banco Central e do Cade, porém foi cancelada pelos interessados após a deflagração da investigação.