Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Assassino de gari pediu ajuda a coronel da PM durante abordagem

Inquérito revela que Renê Júnior trocou mensagens solicitando intervenção de militar reserva enquanto era conduzido à delegacia em Belo Horizonte

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O inquérito da Polícia Civil sobre a morte do gari Laudemir Fernandes revelou que Renê Júnior, indiciado pelo homicídio, solicitou ajuda a um coronel reserva da Polícia Militar enquanto era abordado pelos policiais. Segundo a investigação, o militar identificado como Fabiano recebeu mensagens de Renê pedindo que ele conversasse com os policiais, durante a abordagem na academia onde o suspeito malhava, na região da Raja Gabáglia, em Belo Horizonte. O inquérito indica que a intervenção parece ter ocorrido, já que há registro de uma chamada de pouco mais de dois minutos no mesmo período.

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O crime aconteceu no dia 11 de agosto, no bairro Vista Alegre, região Oeste da capital. Laudemir Fernandes foi atingido após uma discussão no trânsito e levado ao Hospital Santa Rita, mas não resistiu aos ferimentos. O assassino confesso, por sua vez, trocou mensagens com o coronel antes de ser conduzido à delegacia, aparentemente conseguindo tratamento diferenciado durante a prisão. De acordo com o inquérito, há registro de uma chamada telefônica de pouco mais de dois minutos no mesmo período, reforçando a possibilidade de intervenção.

Imagens feitas durante a chegada de Renê à delegacia no bairro Lagoinha mostram que ele foi transportado sem algemas e sentado no banco traseiro da viatura, fora do compartimento onde presos normalmente são levados pela PM. Essa conduta diverge do procedimento padrão, adotado em casos de crimes violentos, em que o detido é algemado e colocado no “camburão”, garantindo a segurança da equipe e do próprio preso.

A deputada estadual Andréia de Jesus (PT) destacou o episódio e protocolou um requerimento na Corregedoria da Polícia Militar solicitando apuração da conduta dos policiais. Em nota, a PM informou que todas as providências cabíveis foram adotadas, desde a prisão em flagrante de Renê até o encaminhamento do caso à Polícia Civil, e ressaltou que outras informações devem ser obtidas junto à Justiça.