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Renê da Silva Nogueira Júnior, empresário que confessou ter atirado no gari Laudemir Fernandes, de 44 anos, se tornou réu nesta segunda-feira (15/09) em Belo Horizonte. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) havia denunciado Renê na última sexta-feira (12) por homicídio qualificado, porte ilegal de arma de fogo, ameaça e tentativa de fraude processual. Com o aceite da denúncia, a fase judicial do caso agora começa oficialmente, embora o processo deva se prolongar devido à complexidade e às diversas etapas antes de uma decisão final.
A juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, responsável pelo caso, também acatou o pedido do MPMG e determinou o desmembramento do processo em relação à delegada Ana Paula Balbino, esposa de Renê Júnior. Ela foi indiciada por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e prevaricação, afastando-se assim do julgamento principal.
Agora, uma das varas criminais de Belo Horizonte vai analisar o processo que envolve Ana Paula. Por se tratar de infrações com penas mínimas, que não ultrapassam quatro anos, a delegada pode aceitar uma proposta de Acordo de Não Persecução Penal oferecida pelo MPMG. Essa medida permite que o investigado evite o processo judicial tradicional, desde que cumpra condições determinadas para reparar o dano causado.
- Relembre o caso: Gari é morto a tiros em briga de trânsito em Belo Horizonte
Com o desmembramento, o caso de Renê Júnior seguirá de forma independente, garantindo que a investigação sobre o homicídio do gari avance sem interferências relacionadas à esposa do empresário. Dessa forma, a Justiça busca organizar o processo e acelerar etapas que podem ser longas, mantendo o foco no homicídio que chocou a capital mineira.







