Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Argentina negocia acordo para se tornar destino de deportações dos EUA

Entendimento em estágio avançado prevê envio de estrangeiros para país sul-americano e reforça estratégia migratória do governo Trump
Foto: Divulgação/ Casa Branca

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Os Estados Unidos e a Argentina avançaram nas negociações para firmar um acordo migratório que pode permitir aos norte-americanos deportar imigrantes de outros países para território argentino. Segundo fontes envolvidas nas conversas e documentos oficiais do governo dos EUA obtidos pelo The New York Times, a proposta foi apresentada por um representante do governo argentino no início de janeiro. Desde então, as tratativas evoluíram rapidamente, com foco na ampliação das deportações de imigrantes ilegais feitas pelos Estados Unidos.

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Esse movimento acontece, sobretudo, em meio à ofensiva do governo Donald Trump, que intensificou as ações de imigração em diversas cidades americanas. Além disso, a estratégia inclui o aumento do envio de estrangeiros para países terceiros, em vez da repatriação direta. Ao mesmo tempo, a Argentina, sob a presidência de Javier Milei, vem adotando um discurso mais duro contra a imigração e afirma ter alcançado números recordes de expulsões nos últimos meses.

Paralelamente, o governo argentino reforçou a fiscalização migratória, inclusive com o envio da polícia para operações nos subúrbios de Buenos Aires. Diante desse cenário, autoridades dos dois países trabalham para concluir ainda neste mês um acordo de “terceiro país”, modelo no qual os imigrantes deportados não retornam ao país de origem, mas são transferidos para uma nação parceira, responsável pelo acolhimento temporário e por decisões futuras sobre permanência ou nova remoção.

Caso seja formalizado, o acordo com a Argentina deve fortalecer o plano de Trump de deportar milhões de imigrantes ilegais dos Estados Unidos. Atualmente, o governo americano já busca ampliar esse tipo de parceria com outros países, como Sudão do Sul, Essuatíni, El Salvador, Costa Rica e Panamá, ampliando assim a rede de destinos para deportações fora do território norte-americano.