Belo Horizonte, 7 de março de 2026

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Alexandre de Moraes se pronuncia pela primeira vez após sanções impostas por Donald Trump

Moraes reage às sanções e dispara que a Suprema Corte não se intimida com milicianos nem traidores disfarçados de patriotas
Alexandre de Moraes se pronuncia pela primeira vez após sanções de Donald Trump
Alexandre de Moraes se pronuncia pela primeira vez após sanções de Donald Trump

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Na reabertura dos trabalhos do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (1º/08), o ministro Alexandre de Moraes quebrou o silêncio e se pronunciou pela primeira vez após ser alvo de sanções do governo Donald Trump. Em seu discurso, Moraes afirmou que nem ele nem o STF se curvarão às pressões internacionais e que os processos envolvendo a tentativa de golpe de Estado no Brasil seguirão normalmente.

As punições foram impostas pelos Estados Unidos com base na chamada Lei Magnitsky, e atingiram diretamente o magistrado, que foi acusado de supostas violações de direitos humanos. Sem citar nomes como o do ex-presidente Jair Bolsonaro ou do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está articulando nos EUA, Moraes afirmou que essas movimentações têm por objetivo desestabilizar o país por meio de medidas econômicas e pressões políticas externas. O processo em que Bolsonaro é réu, pertencente ao núcleo 1 da investigação sobre o 8 de Janeiro, já se encontra na fase de alegações finais.

Durante o pronunciamento, Alexandre de Moraes classificou as ações que embasaram as sanções como “covardes e traiçoeiras” e destacou a existência de uma organização criminosa composta por brasileiros que atuam contra o próprio país. Segundo ele, essas pessoas promovem ataques coordenados, com o mesmo modus operandi golpista visto nos ataques à democracia em 2023. Segundo Moraes, além de ameaçar autoridades públicas, os envolvidos estariam coagindo familiares das vítimas, numa tentativa clara de gerar medo e enfraquecer o Judiciário.

Moraes reforçou que essas condutas representam atos executórios de traição ao Brasil, deixando claro que os ministros da Suprema Corte não cederão a ameaças. “Acham que estão lidando com pessoas da laia deles, acham que estão lidando também com milicianos, mas não estão. Estão lidando com ministros da Suprema Corte brasileira”, afirmou o ministro.